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Cidades Educadoras – dias 24, 25 e 26 em São Paulo

20 de abril de 2008

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Síntese da carta das cidades educadoras

– Todos os habitantes têm o direito de gozar, em condições de liberdade e igualdade, dos meios e oportunidades de formação, lazer e desenvolvimento pessoal que a própria cidade oferece;

– a municipalidade deverá estimular a inovação, mantendo-se informada sobre o desenvolvimento em educação nos centros educacionais oficiais, assim como das iniciativas de educação nãoformal;

– a municipalidade avaliará o impacto das propostas culturais, recreativas, informativas, publicitárias ou de outro tipo que crianças e jovens recebem sem qualquer mediação;

– a cidade providenciará que os pais recebam formação que lhes permita ajudar os filhos a crescer e fazer uso da cidade em um espírito de mútuo respeito. Neste mesmo sentido desenvolverá projetos para educadores em geral e forças de defesa e proteção civil que dependem diretamente do município;

– a transformação e o crescimento de uma cidade deverão estar determinados pela harmonia entre as novas necessidades e a preservação de construções e símbolos de seu passado;

– todos os habitantes têm o direito de participar na elaboração de programas educativos. Serão oferecidos os instrumentos necessários para descobrir um projeto educacional na estrutura e administração da cidade, nas festas que organize e nas campanhas que planeje.

copio notícia de: http://www.sinpro-rs.org.br/extra/nov_99/educacao_2.htm

Eu educo, tu educas…


P

Projeto das cidades educadoras ganha o Brasil e quer transformar cada cidadão em professor

Dóris Fialcoff

Educação. Quão abrangente é, na verdade, esse conceito? Seja lá o que você pensou, não há risco em afirmar que é bem mais do que isso.

Apesar do consenso de que a família e a escola são os pontos de partida na formação dos indivíduos, o comum é que à medida em que a criança vai crescendo a grande responsável por sua educação acabe mesmo sendo alguma instituição de ensino formal. Mas, se depender de um grupo que está se espalhando pelo mundo desde o início desta década, isso vai mudar. É o movimento Cidades Educadoras, surgido em 1990, na Espanha.

A idéia já chegou por aqui e a rede brasileira de cidades educadoras terá sede em Porto Alegre. Por isso, no início de outubro, cerca de 300 pessoas de várias regiões do Brasil e de outros países estiveram reunidos no 1º Encontro Brasileiro de Cidades Educadoras. Na reunião falou-se sobre democratização social, planejamento sócio-econômico das cidades, promoção dos direitos humanos, educação permanente na escola e nos espaços urbanos, desenvolvimento sustentável e ações culturais que atendam à população.

Pilar Figueras, coordenadora da Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE), informa que para integrar a entidade – e, portanto, receber o título de cidade educadora – as prefeituras devem assinar a Carta das Cidades Educadoras, se comprometendo com os 20 princípios básicos contidos no documento (veja quadro abaixo).

Jaume Colomer, professor da Universidade de Barcelona e assessor da AICE, não tem dúvidas que as cidades do futuro serão, necessariamente e por vocação, “cidades educadoras”. Para ele, a negação disso as converteria em cidades suicidas, condenadas à atrofia.

Colomer explica sua tese dizendo que as sociedades estão diante de um novo Renascimento urbano, a exemplo do movimento europeu que marcou a transição do período medieval. “Isso não é uma idéia irrealizável, mas um desafio para desenvolver um novo comunitarismo e novas formas solidárias de vida comum em oposição ao individualismo”, diz.

O professor lembra que as cidades livres do Renascimento surgiram como rebelião contra o modelo unitário de sociedade. “A cidade são as pessoas físicas que compartilham um território e uma cultura urbana, as construções e demais elementos da paisagem urbana, as idéias e conceitos, os valores e símbolos, a memória e o projeto de futuro que estamos construindo”, teoriza.

A prova de que não fazemos idéia da complexidade e abrangência do conceito educação é que quase não pensamos no potencial educativo dos municípios. Colomer chama a atenção para o fato de que esse potencial – a que denomina educatividade – não depende só de sua configuração estrutural (tamanho, organização espacial, sistemas de comunicação etc), mas também da disposição dos cidadãos à interação. Portanto, o primeiro passo é que os municípios invistam nos principais agentes da sua educação, que não são ninguém mais que a sua própria gente.

SAIBA MAIS:
http://www.aice2008sp.com.br/pot.html

e ouça o podcast do professor Carlos, do projeto Nas Ondas do Rádio

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