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Empoderamento

6 de abril de 2008

É comum ver este termo por aí, até quando se fala, por exemplo, em inclusão digital e o “empoderamento” da tecnologia.

Agora estou fazendo um curso on line para conselheiro em direitos humanos e li uma boa definição, inclusive explicando que o termo se originou com a luta do movimento negro americano.

copio do curso cdh:

O Empoderamento é este processo pelo qual as pessoas, as organizações, as comunidades tomam controle
de seus próprios assuntos, de sua própria vida, tomam consciência da sua habilidade e competência para produzir,
criar e gerir seus destinos.
O conceito de empoderamento surgiu com os movimentos de direitos civis nos Estados Unidos nos anos de
1970, por meio da bandeira do poder negro, como forma de auto-valoração da raça e conquista de cidadania
plena. Ainda no mesmo ano, o termo começou a ser usado pelo movimento de mulheres.
A capacidade de decidir sobre a própria vida é um dos objetivos de estratégias de empoderamento de pessoas
e comunidades, mas o poder consiste também na capacidade de decidir sobre a vida da comunidade do coletivo,
na intervenção em fatos que direcionam, impedem, obrigam, circunscrevem ou impedem.
Logo, um processo de empoderamento eficiente deve envolver tanto componentes individuais como coletivos.
Só assim é possível desenvolver as capacidades necessárias para que se obtenham reais transformações sociais.
Assim, um processo de empoderamento eficaz precisa contemplar, pelo menos, quatro níveis:
cognitivo: a conscientização sobre a realidade e os processos;
psicológico: ligado ao desenvolvimento de sentimentos de auto-estima e autoconfiança, requisitos para a
econômico: que relaciona a importância da execução de atividades que possam gerar renda que assegure certo grau de independência econômica;
político: que envolve a habilidade para analisar e mobilizar o meio social para nele produzir mudanças.

copio esta imagem de:http://www.plus.org/+business/mm/dicas/equipe.htm

complemento este post com comentário que fiz no fórum do curso DH (direitos humanos):

Creio que o verdadeiro “empoderamento” não é delegar ou dividir poder, mas um progresso que garante a conquista de poderes – E pode ser de duas formas:

1- Garantindo que os interessados aprendam que têm direito ao poder (ensino)

2- Criando espaços onde quem queira tem poder (organizações democráticas, cito como exemplo alguns conselhos de escola).

Estou vivendo um caso do tipo “2”, participando do projeto Educorm / Nas Ondas do Rádio e do projeto para sala de informática “Minha escola tem história”, que propõe o uso de alunos-monitores.

É uma experiência nova e extrema – principalmente para o aluno, ainda adolescente, que se percebe “empoderado”, não é apenas um representante, como ocorre com vários conselhos de classe e grêmios estudantis, mas o próprio ator da ação. Algo para se pensar.

Quem quiser acompanhar este processo indico que visitem o blog da minha escola:

http://radiograciosa.multiply.com

e o portal http://www.educarede.org.br

ekalafabio

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