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A tabela inclinada do PISA (o Brasil está tão ruim na educação?) – reblogado

8 de dezembro de 2007

Retiro este texto do blog: http://olpcitizen.blogspot.com/
Onde Meira Rocha relativiza os péssimos resultados do Brasil em exames internacionais de qualidade. Seu texto reforça minha certeza de que o trabalho de nossos educadores tem sido o melhor possível e para garantir qualidade precisamos de mais investimento. Dinheiro é a resposta.
Cliquem nos links para verem as tabelas citadas ou recortem o colem na barra de endereços:
http://spreadsheets.google.com/ccc?key=pH0vKjJkMrh1FbBzKmmstKQ&hl=pt_BR
http://spreadsheets.google.com/ccc?key=pH0vKjJkMrh0j2xo8aAp5Xw&hl=pt_BR

Sábado, 1 de Dezembro de 2007


A tabela inclinada do PISA

Ou como transformar um sucesso em eficiência escolar numa humilhante derrota.

Desde 2000, quando o Brasil entrou no programa internacional de avaliação de estudantes (PISA), a posição do Brasil está nos últimos lugares. Isso levou os envolvidos na educação brasileira a falar até em “tragédia da educação brasileira“. Sempre que eu lia isso ficava muito desanimado, com vergonha.

Até que a ficha caiu: como comparar um desempenho de um país com PIB de 8 mil dólares com o desempenho de um país com PIB de 33 mil dólares?

A gente tem que relativizar todos estes números. Para isso, fiz uma googlenilha comparando não só os investimentos na educação, mas PIB per capita equalizado pelo poder de compra (PPP).

Para cada dólar investido pelo Brasil, o México precisa investir 1,8 dólares para obter o mesmo resultado. A Finlândia, primeira colocada no PISA 2006, precisa investir 5,37 dólares. Os EUA, os que mais investem, precisam colocar 7,66 dólares para obter o mesmo resultado que o Brasil. Os dados e a bibliografia que mostram isso estão na googlenilha Desempenho escolar e investimento em educação no Brasil.

Temos um quinto da riqueza dos EUA, um quarto da riqueza dos europeus, mas não temos uma situação quatro vezes pior que a deles, apenas dois terços da situação deles. Nossa educação é ruim, mas é muito melhor do que deveria ser pelo que a gente gasta.

Todos estes anos, os administradores de educação vêm tratando um fenômeno de eficiência educacional, uma vitória de um país pobre contra todas as adversidades , como uma derrota vergonhosa.

Então, divulguem isso para todos os colegas professores: o Brasil é um dos melhores do mundo em eficiência na Educação. Parabéns ao MEC, aos professores, aos estudantes (principalmente) e à sociedade brasileira. E vamos melhorar, porque há muito a fazer.

Sim, eu sei que a evasão escolar é enorme, a repetência é recorde, professores ganham pouco, bla bla bla. Mas com a auto-estima revigorada, vamos melhorar a Educação, que está ruim comparada com o que poderemos fazer colocando todas as escolas em rede.

Caveat: Interpretei a pontuação PISA 2006 de forma imprecisa. Agora, a nota é feita de maneira que a média dos países seja exatamente 500, e não linearmente até 800, como no PISA 2000. Dessa forma, não é exata uma correlação direta entre PIB e PISA. Para um resultado mais preciso, fiz também o cálculo com o PISA 2000, que mostra a eficiência brasileira em educação básica.

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