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Sobre o aborto

9 de outubro de 2007

Por princípio ético (sou contra a pena de morte perpetrada pelo estado e o assassinato, não importando a motivação) sou contra o aborto; mas possivelmente votaria a favor da legalização por uma questão de saúde pública. Como resolver este problema? Melhor seria campanhas de conscientização para o uso de técnicas de prevenção de gravidez indesejada, porque o aborto é algo horrível demais. Achei um texto legal sobre o assunto no site do Jornal do Brasil:

http://jbonline.terra.com.br/sitehtml/papel/pais/papel/2007/10/09/pais20071009018.html

Ele me lembrou do antigo documentário O GRITO SILÊNCIOSO, que me foi apresentado pelo prof. Fernando no ano passado (ele passou para as 8a’s séries) e está disponível no youtube.

Copio aqui o texto do jornal e deixo o link para o documentário, ou veja a primeira parte que está incorporada. As imagens são impressionantes, mas fico pensando quanto sofrimento a mais esta criança mostrada no video poderia ter se nascesse sem ter uma família (ou Estado?) que zele por ela. Fico pensando quantas mães mal instruídas morreram ou ficaram com sérios problemas de saúde ao realizarem abortos em clínicas ilegais…

MATÉRIA DO JT:

09 de setembro de 2007
Curadoria do nascituro

Ives Gandra Martins, professor de direito, advogado e escritor

Li, recentemente, o depoimento de uma abortada. Em 1977, seus pais biológicos resolveram eliminá-la, nos Estados Unidos, em gravidez de sete meses e meio, mediante injeção no ventre materno de solução salina, que queima o feto por dentro e por fora. O feto, neste tipo de aborto, é expelido morto, em 24 horas.

O médico que praticou o aborto não estava na clínica quando a criança veio ao mundo, trazida por uma enfermeira, que procurou salvá-la, e não, como o faria, o autor do presumido aborto, que, certamente, estrangularia a criança para completar a obra não concluída.

À evidência, houve seqüelas, mas a enfermeira, que chamara uma ambulância tão logo nascera a criança, levou-a para um hospital, colocando-a numa encubadeira e terminou por adotá-la. Depois de um prognóstico de que teria vida vegetativa, foi-se recuperando, pouco a pouco, estando, hoje, 28 anos depois, a trabalhar onde mora (Nashville, Tennesse) e a participar de maratonas para deficientes.

Sua mãe biológica, que fez outros abortos e que não quis vê-la, foi perdoada pela filha, vítima da criminosa tentativa. Apesar das graves seqüelas, Giana Jassen ama a vida e defende o direito de nascer, tanto que tem ministrado palestras pelos Estados Unidos, esclarecendo que ninguém tem o direito de decidir sobre a vida do nascituro, a não ser o próprio (http://sol.sapo.pt/blogs/ ppaul2005/default.aspx).

Neste jornal, já descrevi, em artigo (Como se faz um aborto, 12/08/04, pág. A13), técnicas abortivas que se nivelam a dos campos de concentração nazistas e que, pela violência com que os fetos são tratados pelos defensores do homicídio uterino, são, sistematicamente, escondidas da população em geral.

O aborto é crime contra a vida. Hediondo, pois a mais indefesa das criaturas não tem nenhum defensor. Sua mãe, no mais das vezes, é a algoz, com a decisiva colaboração de médicos, que violam o juramento que fizeram quando se formaram, conhecido como “o juramento de Hipócrates”. Todas as mães que praticam o aborto aplicam nos seus filhos o que as suas mães não quiseram nelas aplicar, ou seja, a tortura seguida da morte de um ente humano por elas gerado.

Felizmente, começa a haver decisões judiciais que dão esperança. A própria Comissão de Anistia garantiu indenização a pessoa que era feto no tempo da prisão de sua mãe. E, agora, o Senado Federal aprova, na Comissão de Assuntos Econômicos, projeto de lei outorgando aos pais o direito de deduzirem do imposto de renda despesas do nascituro, desde a concepção, na qualidade de dependente.

Isto me leva a defender a tese de que o Ministério Público deveria criar uma “curadoria do nascituro”. Sendo a vida um direito indisponível, e estando na função do parquet a defesa dos direitos individuais indisponíveis, poderia ser instituída uma curadoria exclusivamente para a defesa de todos os nascituros que correm riscos, impondo ao Estado, se sua mãe não o desejar, a obrigação de cuidá-lo com a assistência própria. Afinal, todos nós pagamos tributos para preservar a vida – e não para promover a morte. Por esta razão, o Estado deveria ter instituições para cuidar de crianças indesejadas pelos pais.

Creio que a matéria poderia ser examinada pelos eminentes membros do Ministério Público, com o que estariam ofertando uma das mais fantásticas demonstrações de respeito ao valor maior do ser humano, que é a vida.

[ 09/10/2007 ] 02:01

Veja contra-ponto lendo matéria pró-aborto publicada no CMI e todos os comentários que ela suscitou:

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/09/396571.shtml

Video O GRITO SILÊNCIOSO

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