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Redação

(reblogado do BLOGMESTRE)

Isto é apenas um rascunho para um projeto de “Curso de Redação” proposto a mim pelo colega professor Carlos Djones. O projeto, infelizmente,não foi adiante, mas sempre está em tempo :

PROJETO:

CURSO DE REDAÇÃO

PROFESSORES:

Fábio R.

Carlos Djones

24 de março de 2006.

revisto para a internet em 9 de setembro de 2007.

ilustração: Arqueiro, gravura de Andreole.

PLANEJAMENTO

Curso com três meses de duração prevista, duas aulas de uma hora e meia cada por semana, perfazendo um total de 36 horas de curso.

Junto com explicações detalhadas para responder a cada atividade proposta, praticaremos dinâmicas de grupo, a fim de tornar o estudo menos tedioso e ativar a criatividade verbal natural do ser humano.

Material Didático: Apostila com textos selecionados e sugestões de atividades (tamanho previsto: 30 páginas). Projetor de slides e / ou datashow com computador. DVD player com caixa de som ou Rádio com tocador de CD.

O estudante audodidata poderá estudar este material contando apenas com um computador com acesso a internet, muita disciplina e um empenho mínimo para aprender. Dúvidas poderão ser tiradas via e-mail: ekalafabio@gmail.com ou através do messenger: urfabio@msn.com

OBJETIVOS

O que é escrever bem?

No princípio do curso discutiremos este assunto com os estudantes e, a partir disto, o curso poderá ser reformulado. Na verdade, para escrever bem não basta ser um bom leitor; apesar deste ser um requisito.

Escrever bem é escrever com um objetivo. Expressar idéias para ser compreendido. Adequar seu estilo de escrita, gênero literário e nível de linguagem a este objetivo e ao público alvo do texto.

Visando treinar esta percepção iremos trabalhar a leitura atenta de diversos gêneros literários, analisando foco narrativo, mensagens implícitas, possíveis intenções e ideologias do discurso do autor. Faremos exercícios simples e rápidos de escrita em cada um destes gêneros.

A maioria dos vestibulares mantém uma única proposta de redação cujo tema deve ser desenvolvido somente em um tipo de texto, normalmente a dissertação, que exige mais capacidade de pensamento abstrato, de construção lógica e de boa informação do candidato. Nas provas de redação, o vestibulando tem de, primeiramente, se preocupar em identificar o tipo de texto que irá produzir: dissertativo, narrativo ou carta argumentativa.

O QUE É TEXTO?

Textos são unidades de sentido e não existem sozinhos, em separado na realidade. Possuem sempre uma autoria, uma história, fontes, referências e precisam, principalmente, da interpretação do leitor para ganharem significado.

Lembrar das origens da palavra texto e sua relação com “tecido”, que é feito com o cruzamento de linhas, e “textura”.

Discutir:

1- Escrita: Um dos elementos do Processo de Comunicação.

2- Tipos de textos; Gêneros literários.

3- As Funções da Linguagem.

4- O Texto e seus Estilos.

5- Recursos de Estilos.

O QUE É REDAÇÃO?

A redação pode ser dissertativa, narrativa ou descritiva.

Conceito de redação segundo ALPHEU TERSARIOL:

“… Dissertar tem por objetivo instruir e instruir-se, através de raciocínio e reflexão…”;

“…narração é uma sequência de episódios… é colocar os fatos numa devida ordem, sem repetir os acontecimentos e circunstâncias…”;

“…Descrição é a reprodução visual da natureza, dos fenômenos dos fatos, objetos e sensações (…)Ela abrange diversos aspectos no mundo exterior e às vezes do íntimo…”

( Manual Prático de Redação e Gramática, da LI-BRA Empresa Editorial Ltda).

No processo de redação existe um plano estruturado para ligação lógica do que o emissor codificador quer transmitir ao receptor ou decodificador da mensagem, ou melhor, temos uma sequência de idéias que geram um diálogo entre duas pessoas (escritor e leitor/ vestibulando e examinador) por meio de idéias que são tecidas por meio do tema proposto e delimitado.

Um plano lógico de redação argumentativa seria:

  • Introdução, que é o início de uma idéia geral e importante (objeto principal do trabalho). Núcleo-frasal que será desenvolvido;

  • Desenvolvimento, que é a manifestação do tema em todos os seus elementos (afirmação ou negação). Nele se desenvolvem os elementos extrínsecos ou formais e os intrínsecos (conceitos e argumentos) observando a clareza e a concisão do parágrafo.

  • Conclusão é o sintetizador do desenvolvimento e criador do elo final com a idéia geral mencionada na introdução.

Você somente aprende escrevendo e sendo examinador do texto.

Entre os tipos de temas para redação, encontramos:

Objetivos: relacionados aos problemas atuais: sociais, tecnológicos, econômicos etc.

Subjetivos: envolvem o comportamento e sentimentos humanos.

Delimitados: apresentados diretamente sob a forma de uma frase afirmativa ou de uma pergunta a respeito de um assunto.

Abrangentes: apresentados a partir de um ou mais textos de onde se deve extrair diversas abordagens que devem ser trabalhadas na redação.

Os critério de avaliação para redações podem variar de instituição para instituição, mas em todas há aspectos comuns:

I – Apresentação:

Legibilidade do texto escrito; indicação dos parágrafos respeitada; rasuras.

II – Estrutura Textual:

Introdução; Desenvolvimento; Conclusão.

III – Conteúdo:

Adequação ao tema proposto; progressividade do tema; Coerência; Coesão; Originalidade e criatividade no tratamento dado ao tema.

IV – Expressão:

Estrutura sintática; Estrutura verbal; Concordância nominal; Concordância verbal; Regência nominal; Regência verbal; Acentuação; Ortografia; Pontuação.

Uma boa redação apresenta tema desenvolvido no tipo de texto exigido; vocabulário adequado ao tema; sintaxe bem construída; argumentos bem fundamentados; elementos narrativos bem caracterizados; visão crítica.

Discutiremos inicialmente as diferenças entre texto oral e texto escrito. Após uma apresentação de todos os educandos, sugerimos como primeiras atividades uma “Carta-Pesquisa”, onde os estudantes irão escrever sobre suas próprias vidas, e uma atividade de texto livre com a proposta de redação “Isto não é um cachimbo”, pela qual poderemos discutir a arbitrariedade da língua.

CARTA-PESQUISA

São Paulo, ……… de ………………………. de 2006.

Meu nome é ……………………………………………………………………… , tenho …….anos, ……….trabalho ………………………………… , estudo (estudei) ……………………………………………………….. .

Estou estudando redação porque ……………………………………………………………………………….. Acho importante estudar as regras da língua portuguesa para …………………………………………. ……………………………………………………… .

A última coisa que li foi …………………………………………….. escrito por ……………………………………… . Leio cerca de ……….. livro (s) por ano. Costumo ler o (s) jornal (is) …………………………………………………………………………………………. .

(marcar frequência de leitura)

Considero que escrever bem seja ……………………………………………………………………………… .

ISTO NÃO É UM CACHIMBO

Observe a ilustração acima. É reprodução de um quadro de René Magritte. O que ele quis dizer com esta obra? Observe o que está escrito abaixo:

CACHIMBO

Isto não é um cachimbo

Pense em outros exemplos. Por que “cadeira” se chama “cadeira”? Isto é discutido de maneira lúdica no livro “Marcelo, marmelo, martelo” (1976) de Ruth Rocha.

ATIVIDADE:

Escreva um texto livre com no mínimo 5 linhas com suas idéias sobre este tema.

PARÁGRAFO ENUMERATIVO

É o tipo de parágrafo mais comum, em que se enumera, de maneira direta, separados apenas por vírgula ou ponto, vários argumentos para confirmar uma determinada tese.

Segue um exemplo:

A televisão é o verdadeiro ópio do povo.

Faz uma lavagem cerebral na massa. Uniformiza os modos de pensar. Manipula as opiniões e promove a perda do senso crítico do expectador, levando-o à cretinização total.

(jornal Folha de São Paulo, abril 1987)

Observe que o primeiro parágrafo é a tese do autor, uma paródia da famosa frase “A religião é o ópio do povo” atribuída a Karl Marx. No segundo parágrafo o autor enumera os argumentos que, em seu ponto de vista, confirmam sua tese, ou seja, sua afirmação inicial. Há uma progressão em seus argumentos, chegando ao ponto extremo da ofensa final, o que aumenta a força expressiva de seu texto.

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO

Entretanto, uma boa redação costuma ser feita com o choque de idéias, ou seja, expondo argumentos favoráveis e desfavoráveis á tese. Isto torna o texto mais complexo e funcional.

ATIVIDADE SUGERIDA:

Faça um segundo parágrafo argumentativo, tentando continuar o parágrafo enumerativo citado, mas com os argumentos favoráveis à tele-mídia. A isto chamamos contra-argumentação.

Dica: Podemos melhorar a contra-argumentação tentando responder a algumas perguntas que estão implícitas no parágrafo citado:

1- Como e por quê os programas televisivos manipulam a população?

2- A televisão em algum momento ofende alguma parcela de seus telespectadores ou da população em geral?

3- A televisão auxilia na informação e na educação da população?

ARGUMENTAÇÃO CAUSA X CONSEQUÊNCIA

Outro tipo de argumentação muito eficiente explora as possíveis causas, mesmo que não provadas, para um determinado problemas.

O exemplo seguinte explora o tema preconceito:

Adaptado de Renato da Silva Queiroz:

A criança pode formar várias formulações preconceituosas relativas à etnia ou gênero a partir de seu dia-a-dia. Índios, mulheres, homosexuais e negros, por exemplo, são definidos através de estereótipos lamentáveis, não só através da fala cotidiana como através dos veículos de comunicação de massas e até dos livros didáticos.

Como escapar, então, às formulações preconceituosas? Quando se comporta mal, a criança é advertida pelos adultos: “Cuidado que o negrão vai pegar”. Sobre os índios, todos “aprendem” que andam nus, caçam com arco e flecha e não gostam de trabalhar. O trabalho doméstico é desconsiderado como tal e para as meninas se diz: “Você sabe cozinhar, então já pode casar”.

O preconceito é tão familiar que parecemos impossibilitados de identificá-lo para combatê-lo.

Observação: O autor destaca dois problemas. Um são os comportamentos preconceituosos e outro é a dificuldade de se combater o preconceito. A causa para este segundo problema é a forma familiar, trivial, como o preconceito é passado para a juventude.

PARÁGRAFO DE CONCLUSÃO

Há várias maneiras de se concluir uma redação argumentativa. Observe o último parágrafo do texto adaptado de Renato da Silva Queiroz. No texto optou-se por uma conclusão simples, que resume as idéias expostas no texto.

Uma alternativa mais interessante seria formular ou lembrar sugestões para solucionar o problema abordado na argumentação. Neste mesmo texto citado, poderia-se falar em campanhas direcionadas e debates com o tema dentro das escolas, igrejas e sindicatos trabalhistas.

ATIVIDADE:

Observe o seguinte artigo. Nele falta os parágrafos de conclusão. Escreva um único parágrafo de fechamento, sendo coerente com as idéias defendidas em todo o texto:

Quem é o autor????

Por Caio Mariano

No mundo começam a germinar estudos que questionam os aspectos sociológicos e filosóficos que circundam as noções de autoria nos dias atuais.

Embora a doutrina autoralista clássica ainda esteja calcada nos mesmos parâmetros que inspiraram as leis de proteção aos direitos dos criadores no século XVIII e, do mesmo modo, insista em tratar o autor como um ser supremo e sua obra como uma extensão moral de seus valores intrínsecos e personalíssimos; a realidade trazida à tona pelos avanços tecnológicos implementados pela popularização da internet nos mostra que o próprio conceito de autor e as noções de autoria segundo tais parâmetros já não mais comportam o discurso legitimador do Direito de Autor como um conjunto de normas voltadas para proteger os aspectos materiais e morais da obra enquanto criação humana.

Os adventos tecnológicos estão modificando em muito não apenas as formas de criação de obras como também as noções de quem é autor no contexto de criações em meios digitais e suportes intangíveis. A máquina, que outrora já se apresentava como um elemento nocivo ao interesse dos criadores ou dos detentores de direitos autorais por ser um elemento capaz de, em larga escala e a custos ínfimos, reproduzir e executar uma quantidade sem precedentes de obras intelectuais ao alvedrio de seus legítimos titulares; agora apresenta-se também como um elemento e ferramenta de criação.

O conceito de autoria nesse contexto não é algo estanque e nem deve ser compreendido segundo os princípios que estimularam os antigos editores do séc. XVII a pleitearem pela exclusividade na exploração dos escritos produzidos em larga escala após a invenção do tipo móvel de Gutenberg. Desde então, a indústria do entretenimento vem buscando meios para preservar tão rentável controle face às inovações tecnológicas que os inventores apresentam. (…)

PARÁGRAFO DE CONCLUSÃO:

MECANISMOS DE COESÃO E COERÊNCIA

Conectores inter-frásticos, conectores inter-parágrafos.

Os textos apresentam unidade temática. Por essa razão, há uma série de palavras que ajudam o leitor a estabelecer conexões à medida que lê: há termos que se repetem, expressões ou pronomes que retomam elementos já citados anteriormente etc. Essas operações concorrem para que o leitor vá construindo a coesão referencial entre os elementos do texto, isto é, conectando um termo a outro à medida que o texto avança. Além disso, há uma série de palavras ou expressões responsáveis por sinalizar ao leitor a progressão do conteúdo temático, já que um texto deve introduzir informações novas e não apenas retomar o que já foi dito. É importante prestar atenção a certas palavras ou expressões cuja função é indicar ao leitor claramente como articular os segmentos textuais de qualquer extensão (períodos, parágrafos, seqüências textuais).

Alguns exemplos:

a. Marcadores que indicam comparação, conformidade ou igualdade: Da mesma forma que…, do mesmo modo…, assim como….

b. Marcadores que indicam relações espaciais e temporais: Defronte de…, Aqui…, Quando…, À primeira vez que… , Antes…

c. Marcadores de relações lógico-semânticas, como causalidade, condicionalidade, finalidade, contraste etc.: Uma vez que…, Já que…, Porque…, Se…, Para que…, Desde que…, A fim de que…, Mas…, Ainda que…, Embora…, Entretanto…

d. Marcadores que indicam o domínio, isto é, o âmbito dentro da qual determinado conteúdo é tratado: historicamente…, geograficamente…, filosoficamente…, matematicamente…

e. Marcadores que ajudam a organizar o modo como os segmentos do texto se estruturam: Primeiro…, Depois… Em seguida…; Por um lado…, Por outro lado…; Às vezes…, Outras vezes…

d. Marcadores que indicam soma lógica: E…, mais…, junto com…

f. Marcadores que indicam explicação ou resposta: isto porque…, porque, já que….; etc.

(adaptado de Referenciais… SME/SP, 2006)

ATIVIDADE

1) Grifar, utilizando canetas coloridas, todos os marcadores de um dos textos sugeridos na apostila.

2) Fazer exercício “Os conectores interfrásticos” (ver Atividade: Quebra-cabeça linguístico aqui).

RESUMO

A leitura mais cuidadosa é aquela que tem uma obrigação a cumprir. E o objetivo mais exigente é o exercício do resumo, isto porque resumir não significa apenas cortar partes do texto para deixá-lo menor.

Segundo a norma NBR 6028 da Associação Brasileira de Normas Técnicas, resumo é uma “apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto”, ou seja, é uma reconstrução sintética e seletiva das idéias de um texto, ressaltando a progressão e a articulação delas. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto, mas não deve aparecer nenhum tipo de opinião ou comentário do resumista.

Texto sugerido para ser resumido: “Discriminação explícita”, matéria jornalística da Revista Veja. Apesar de antigo, este texto tem um tema polêmico (portanto interessante) e ainda atual (basta lembrar recente discussão sobre cotas raciais e ações afirmativas).

Exercício de Resumo: Transforme cada parágrafo em uma única frase, preservando o conteúdo expresso pelo autor.

DISCRIMINAÇÃO EXPLÍCITA

Em 1967, a revista Realidade, da Editora Abril, fez uma experiência sobre a discriminação racial no país. Designou dois repórteres — um negro e um branco — para percorrerem os mesmos lugares de seis capitais brasileiras, solicitando os mesmos serviços, a fim de verificar a diferença de tratamento dispensado a um e outro. O resultado foi um diário dramático, sob um título simples e direto: “Existe preconceito de cor no Brasil”. Na semana passada, VEJA pôs em campo os repórteres Luís Estevam Pereira, que pelos critérios do IBGE estaria na categoria dos brancos, Adam Sun, que seria colocado entre os amarelos, e o editor-assistente Rinaldo Gama, que seria enquadrado entre os pardos a fim de fazer uma experiência semelhante em São Paulo.

Os três estiveram no bar do restaurante The Place, encravado na região dos Jardins. Estevam e Sun não precisaram abrir a porta — o porteiro fez sua obrigação. Gama entrou no recinto depois de abrir, por conta própria, a porta do restaurante — o porteiro o ignorou. No bar, Gama foi o único dos três que precisou esperar vinte minutos até que um garçom resolvesse lhe oferecer croquetes. Quando saiu, os garçons que estavam próximos a Estevam comentaram entre si: “O negão foi embora”.

Numa loja de roupas masculinas, a Richard’s, dos Jardins, aconteceu algo bem parecido. Gama entrou e pediu para ver calças de lã.

Uma vendedora o conduziu até um balcão onde havia dois modelos. Estevam entrou e fez o mesmo pedido. Sem pedir licença a Gama, a vendedora retirou a

só calça que ele tinha nas mãos e a ofereceu a Estevam. Disse: “Temos este modelo aqui, que o senhor pode experimentar naquele provador, meu nome é Gláucia, e se o senhor precisar de alguma coisa ó só chamar”. Em busca de outra mercadoria, Gama perguntou sobre calças de veludo.

“Não tenho o seu número”, respondeu a vendedora. Sobre paletós e gravatas de lã. “Só vou receber na próxima semana”, informou Gláucia. Voltou à carga sobre calça de lã. “Do seu número eu só tenho aquela, que está com o outro moço.”

Gama saiu. Estevam disse que não levaria a calça porque era cinza e ele queria preta. A vendedora ligou para outra loja da rede e conseguiu reservar um modelo para Estevam. Sun, atendido por outra vendedora, cansou-se de ver diferentes calças de lã e ainda teve informações sobre as diversas formas de pagamento que poderia utilizar.

Na recepção da maternidade do Hospital São Luiz, no bairro de Vila Nova Conceição, Estevam e Sun foram cobertos de atenções, que resultaram em conselhos importantes — como a possibilidade de pagar o parto em cruzados novos ou o que deve constar do enxoval do bebé. Com cada um deles, a recepcionista gastou cerca de dez minutos. Já Gama foi dispensado na hora pela mesma funcionária, que, ao ouvir seu pedido de que gostaria de ter maiores informações sobre a maternidade, respondeu entregando a ele uma tabela de preços. “Está tudo aí”, resumiu, voltando a cuidar dos papéis que tinha em cima da mesa.

Revista Veja

Fonte: OLIVEIRA, Tania A. e outros – TECENDO TEXTOS, IBEP, 1ª edição, 1999.

NARRATIVA

Temos abaixo dois excelentes exemplos de narração. Completamente diferentes um do outro, são de diferentes gêneros literários e têm diferentes públicos alvos.

NEUROMANCER

O céu por cima do porto tinha a cor de uma TV ligada num canal fora do ar.

Não que eu queira – Case ouviu enquanto abria caminho pela multidão na porta do Chat –, mas é como se o meu corpo tivesse criado sozinho essa dependência toda de drogas.

Obviamente uma voz Sprawl, e uma piada Sprawl. O Chatsubo era um bar para expatriados profissionais, onde você podia ir beber durante uma semana e não ouvir nem duas palavras em japonês.

Ratz estava atendendo no balcão, sua prótese de braço balançando monotonamente enquanto enchia os copos de uma bandeja com Kirin draft. Reparou em Case e sorriu, mostrando uma dentadura que mais parecia a Cortina de Ferro oxidada. Case achou um lugar no balcão, entre o bronzeado improvável de uma das prostitutas do Lonny Zone e o uniforme naval enrugado de um africano alto, com os maxilares sulcados por fileiras bem-feitas de cicatrizes tribais.

O Wage passou por aqui com dois capangas – disse Ratz, empurrando um copo cheio com a mão boa. – Talvez a coisa fosse com você, Case.

Case encolheu os ombros. A moça à direita deu uma risadinha e cutucou-o com o cotovelo.

O sorriso do barman aumentou. A feiúra dele era lendária.

GIBSON, William. Início do romance Neuromancer (Tradução: Alex Antunes) Editora Aleph, edição de 2005. Capitulo 1 consultado em: http://www.alephnet.com.br/livro.asp?livro=neuromancer&assunto=resenha.

A F O R M I G A E A P O M B A

Fábula de Tolstoi

Uma formiga aproximou-se do riacho para beber água. Veio uma onda, encobriu-a e por pouco ela não se afogou. Uma pomba voava com um galhinho no bico, viu a formiga quase se afogando e atirou o galhinho no riacho. A formiga subiu no galhinho e se salvou. Mais tarde, um caçador armou uma rede para capturar a pomba. A formiga se aproximou e mordeu o pé do caçador; o caçador deu um grito e largou a rede. A pomba bateu asas e voou.

TOLSTOI, Leon – Contos da Cartilha Nova, página 27.

SUGESTÃO: Discutir os termos “gênero literário” e “público alvo”.

Uma boa narrativa deve ter um foco narrativo identificável pelo leitor, ou seja, um narrador definido – que pode ou não fazer parte da narrativa e pode, inclusive, ser mais de um personagem.

Atenção: Independente de quem é o autor, de a história ser inventada ou baseada em fatos reais, o narrador é sempre uma personagem, ou seja, uma construção. Assim como o público alvo do texto, geralmente chamado de “Leitor Virtual”.

Numa história em que o narrador não faz parte da trama, usa-se apenas a terceira pessoa (ela fez; eles tentaram; lutaram...). Numa história em que o narrador faz parte da trama aparece também a primeira pessoa (eu; nós; contei; vi) e sua opinião também pode ser explícita (penso sobre essa situação; eu acho; concluí que…).

Deve ficar claro para o leitor quem são os personagens, mesmo que eles não tenham nome. Qual o espaço em que se desenvolve a trama (repito: mesmo que este espaço não tenha um nome). E, principalmente, deve haver uma trama. Ou seja, algo deve acontecer no decorrer do tempo, não necessariamente em termos de ação – o desenvolvimento da história pode ser subjetivo, envolvendo mais os pensamentos dos personagens do que suas “ações físicas”. Um grande exemplo neste sentido é o romance Ulisses de James Joyce.

ATIVIDADE

1- Escrever uma narrativa contando um fato importante da sua vida, mas de maneira romanceada, portanto não absolutamente fiel ao que ocorreu.

2- Na sequência desenvolver uma redação em forma de narração ficcional com o tema “Eu em 2020”.

Tentar responder, através de fatos ou diálogos, às seguintes perguntas:

      1. Quem sou eu?

      2. No que estou trabalhando?

      3. Com o que ou com quem estou atualmente compromentido?

      4. Como está a tecnologia e a sociedade no ano 2020?

RELATÓRIO

Diferente de uma simples narrativa, o relatório tenta ser fiel aos fatos e ser o mais claro e direto possível. É muito usado em várias profissões. Uma variação do relatório seria as Atas de reuniões formais como, por exemplo, planejamento profissional ou inquilinos de um edifício.

EXEMPLO DE RELATÓRIO:

Relatório de Estágio em Sala de Aula – 23/09/04 – 17:30

A percepção de controle extrema que tive é bem real. Neste momento em que entro, 7 alunos recebem gritos e suspensões, outros 5 foram pressionados a delatarem colega que estava molhando a sala e carteiras; aqui, como na escola onde trabalho, muitas crianças reclamam que estão doentes e os pais são chamados para busca-las.

Cheguei cedo demais. Converso com a diretora. Aguardo para ser apresentado a alguma professora; ao contrário do que ocorreu no XXX, só poderei observar as aulas de uma professora.

Assisto aulas da Professora L, Ensino Médio regular, noturno; todas as aulas são “dobradinhas”, totalizando 2 horas.

19:10 – 3 H – 16 alunos

Diferente da Diretoria / Secretaria (limpíssima) a sala de aula é suja e decadente. A parede frontal (esquerda de quem entra na sala) e a contrária são lousas (!), gigantescas. O piso é coberto de madeira.

Tema: Resumo de Vidas Secas.

L faz perguntas para a sala. Interpretação de texto a partir de 4 perguntas.

Ela pergunta: “Alguém chegou a responder diferente?”

Diz para mim que semana que vem será “Provão” e eu poderia ajudar, contando como estágio. Conto minha proposta de estágio com Laboratório de Redação.

Alguns alunos juntam as carteiras (duplas) para conversarem com mais conforto, como no ensino Fundamental. Após falar, L escreve na enorme lousa, que foi dividida em 6 partes. Começa escrevendo na 2ª parte.

Sala está vazia. Um aluno diz que maioria dos colegas chega atrasada – “Ainda não chegou nem…”

Aluno na minha frente ouve walkman. Aluna pergunta para L – “Tudo isso é resposta?”

L – “Complementação da resposta…” (explica).

Dos 4 armários desta sala, um falta a porta, outro parece arrombado. São embutidos numa das paredes de todas as salas, nesta à direita dos alunos, ficando à esquerda as gigantescas janelas, com ventilação apenas na parte de cima.

A3 – “Os urubus… No cenário… da seca” (parece querer iniciar um discurso inspirado em Gil Gomes).

Quando alunos (de novo) reclamam da extensão, L diz que é preciso explorar mais o texto, não aceita resposta resumida. Ainda está na questão 1! Termina com 3 parágrafos, 12 linhas na lousa. Passa para questão 2, explica como deveria ser a resposta. Pergunta: “Quais expressões vocês destacaram?”. Diz para sala que personagem Fabiano absorveu a secura e dureza da terra. Bate palmas para chamar a atenção, alguns alunos conversam.

Apesar de ser uma série regular, alguns alunos estão numa faixa de idade avançada (não muito). De manhã devem ficar os alunos mais jovens do ensino Médio, no 2º período há apenas Ensino Fundamental regular.

ATIVIDADE

Solicitar que dois estudantes escrevam detalhadamente tudo o que ocorre em uma aula. No final ler os dois textos escritos e discutir com a turma o que é relatório, por que um e outro privilegiaram fatos e aspectos diferentes, quais seriam as informações mais relevantes.

CARTA ARGUMENTATIVA

Usa os mesmos recursos de uma redação argumentativa comum: Tese, parágrafo argumentativo, contra-argumentação, parágrafo de conclusão. Mas tem a diferença de ter um foco narrativo mais pessoal, expressa mais claramente a opinião do autor e tem um destinatário mais definido, geralmente uma pessoa, mas poderia ser também o “povo”, no caso de uma carta-aberta, ou um grupo de pessoas, como ocorre num carta empresarial.

ATIVIDADE

Você lembra em quem votou na última eleição? Escreva uma carta argumentativa em linguagem formal para um de seus candidatos eleitos. Pergunte o que seu candidato fez em seu mandato até o momento, cobre promessas feitas e argumente sobre a importância de todo político consultar e auxiliar suas bases eleitorais, ou seja, a população que o elegeu.

DESCRIÇÃO DE PROCEDIMENTO

Há infinitos tipos de procedimentos. De usar uma panela de pressão (ver anexo ou este site: http://www.fazfacil.com.br/PanelaPressao.htm) até controlar um torno mecânico eletrônico. Pode-se aprender a cumprir um procedimento de maneira correta basicamente de duas maneiras: observando com atenção uma pessoa cumprir este procedimento de maneira exemplar; ou lendo um manual. Neste exercício iremos ler algumas descrições de procedimento e escrever uma descrição de procedimento o mais concisa e clara possível.

Anexo: Como usar panela de pressão

Exemplos de procedimentos comuns que poderiam ser descritos: Como atravessar a rua, como dar banho no cachorro, como instalar um video-game, como andar de skate…

DESCRIÇÃO DE ESPAÇO

Outro exercício válido para se apurar a clareza na escrita é a descrição de espaço. Nesta proposta iremos ler um trecho de Eça de Queiros, autor famoso por seu detalhismo na descrição de cenários.

- Oh, a vista é que é deliciosa! – exclamou ela chegando-se à janela.

Junto do peitoril crescia um pé de margaridas, e ao lado outro de baunilha que perfumava o ar. Adiante estendia-se um tapete de relva, mal aparada, um pouco amarelada já pelo calor de julho; e entre duas grandes árvores que lhe faziam sombra, havia ali, para os vagares da sesta, um largo banco der cortiça. Um renque de arbustos cerrados parecia fechar a quinta daquele lado com uma sebe. Depois a colina descia, com outras quintarolas, casas que se não viam, e uma chaminé de fábrica; e lá no fundo o rio rebrilhava, vidrado de azul, mudo e cheio de sol, até às montanhas de além-Tejo, azuladas também na faiscação clara do céu de verão.

QUEIRÓS, Eça. Os Maias. Cotia / SP, Ateliê Editorial, 2001; página 293 .

ATIVIDADE

Descrição da sala de estudos, com o máximo de fidelidade possível. Usar a forma narrativa formal e objetiva, tal como no exemplo de Eça de Queirós.

FICHAMENTO

O fichamento é semelhante a um resumo, com a diferença de ser esquemático. Não se trata de uma redação, mas sim de anotações rápidas, que podem resumir partes de um livro ou reproduzir citações importantes, devidamente marcadas com aspas e numeração da página de onde foi retirada.

Geralmente se faz fichamento de obras técnicas, cuja leitura é difícil e o conteúdo precisa ser assimilado de maneira rápida e eficiente.

Ver no anexo fac-símile com fichamento de um capítulo de livro.

Anexo:Fichamento feito por fabio quando era aluno

ATIVIDADE

Fazer fichamento de uma obra técnica da área de trabalho ou estudo do educando. O fichamento pode ser de apenas um capítulo ou do livro inteiro.

POESIA

Trataremos a poesia não enquanto regras formais, mas enquanto expressão da subjetividade, isto porque exercitar a expressão poética pode ajudar muito na expressão objetiva em textos padrões ou argumentativos. A poesia expressa melhor o sentimento, conquistando facilmente o leitor que a aprecia.

Segue um exemplo, autoria de Fábio R., onde não há preocupação com as regras clássicas de metrificação e versificação, mas sim a intenção de expressar com beleza e impacto um sentimento muito forte. Esse poema foi composto inspirado numa notícia divulgada em agosto de 2002, quando uma menina de nome Tainá foi assassinada por uma bala perdida de um motorista, que tentava atingir ao tio dela por causa de uma briga no trânsito. Obviamente, este mesmo tema poderia ser desenvolvido como uma redação argumentativa, mas então teria que se ater aos fatos documentados e, com certeza, utilizar muito mais palavras para evocar o mesmo sentimento.

TAINÁ


Na noite quis ver estrelas

Vi fumaça

Me engasguei no fedor de gasolina

Quando saí de casa

Para ouvir os pássaros

& viajar na pura melodia

Ouvi tiros

& assustei

Voaram os pássaros

Acabou a luz

Secou a flor…

- A violência não faz sentido.

fábio r. – 13/08/2002

Observação: Saber o fato que inspirou o poema antes ou depois de sua leitura interfere (e muito) em sua interpretação.

ATIVIDADE

Escrever um poema de tema e forma livre, buscando inspiração numa notícia de jornal.

Sugestão de notícia: O primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes , foi comparado a Yuri Gagarin (1934-1968), o primeiro astronauta da Rússia. Esta comparação foi feita não apenas por pioneirismo, mas sobretudo por causa de seu sorriso sempre aberto. A imagem de Pontes também foi muito explorada pela mídia, inclusive em mensagens sobre auto-estima. Busque inspiração em notícias de revistas e jornais sobre a conquista do espaço para escrever um poema sobre este tema. O título poderia ser “O sorriso de Gagarin”.

RESENHA

A resenha é um tipo de resumo em que entra a opinião do resumista. É comum jornais trazerem resenhas de livros e filmes.

Enquanto o resumo deve se limitar ao conteúdo do trabalho, sem qualquer julgamento de valor, a resenha vai além, resume a obra e faz uma avaliação sobre ela, apresentando suas linhas básicas, deve avaliá-la, mostrando seus pontos fortes e fracos.

Conhecida como resumo crítico, a resenha deve ser elaborada por alguém com conhecimentos na área, pois sua elaboração exige opinião formada, pois além de resumir, o resenhista avalia a obra, sustentando suas considerações, deve embasá-las seja com evidências extraídas da própria obra ou de outras de que se valeu para elaborar a resenha.

Buscando um texto menos formal do que as resenhas de livros, colocamos como exemplo a resenha de um filme:

HOMOFÓBICOS GO HOME!

Adoraria entender por que gente que odeia homossexuais tá indo ver um filme em que os protagonistas são homossexuais. Foi o que aconteceu na sessão de “O Segredo de Brokeback Mountain”, ou, como diz minha mãe, da Montanha da Espinha Quebrada. Quero dizer, a essa altura não há segredo algum. Todo mundo sabe que o o vencedor de três Oscars é uma história de amor gay. Então pra quê os homofóbicos vão ao cinema? É pra exercer sua heterossexualidade? Pra discordar do Oscar? Pra fazer gracinhas? Olha, o público se comportou muito mal. Parece que veio pré-disposto a manifestar seu preconceito. As espectadoras ainda mais que os espectadores. Era um tal de “Ai, que nojo!” e gritinhos como se estivessem vendo filme de terror. Sinistro.

Demora pra que os personagens tenham qualquer contato entre si, mas a platéia aguardava ansiosamente. Qualquer cara nu tomando banho desfocado no cantinho da tela gerava um “Ihhhh, aí tem!”. Não sei se o diretor Ang Lee (de “Razão e Sensibilidade” e “O Tigre e o Dragão”; vamos esquecer “Hulk”) testou o filme com exibições-teste pra um público comum, não só o de arte. Ele aparenta brincar com a demora, como se houvesse uma planilha pro espectador checar: “Quando o cara cospe no chão, ele tá sendo homem o suficiente?”. Seria ótimo também se houvesse um eletrocardiograma pra medir os batimentos cardíacos da platéia nos momentos de tensão: os caras se beijam, público tem chilique, os caras se casam com mulheres, público respira aliviado, os caras transam entre si, público sofre ataque cardíaco.

A verdade é que a reação da platéia interferiu na minha avaliação de “Espinha”. Não consegui me envolver com a trama de dois caubóis que se amam durante vários anos. Os personagens são adeptos de um romantismo meio violento, em que socos funcionam como preliminares pra sexo. Claro que não são apenas os gays que gostam de contato físico violento com outros homens. Desculpe dizer, mas o que são os esportes senão uma desculpa pra contato físico com o mesmo sexo?

O filme não é chato em nenhuma parte, se bem que ninguém precisaria contar ovelhinhas pra pegar no sono. E antes de apelidar o drama como “western gay”, é bom reconhecer que esses caubóis têm mais relações hetero que homo. Os atores, Heath Ledger (de “O Patriota” e “Coração de Cavaleiro”) e Jake Gyllenhaal (de “O Dia Depois de Amanhã” e “Por um Sentido na Vida”), estão bem, não brilhantes. Tem o problema de maquiagem de sempre. O Jake mais velho lembra o James Dean em “Assim Caminha a Humanidade” – alguém com rostinho de dezoito anos fingindo ter quarenta. Ah sim, gente, fiquem sossegados. Ambos os atores são hetero. É só ficção. Na vida real o Heath é casado com a Michelle Williams, que faz sua mulher em “Espinha”. Por mim eu premiaria os dois só por agüentarem a pergunta freqüente dos repórteres, “Ohhhh! Como foi beijar um homem?”.

O ideal seria que os espectadores vissem “Espinha” não como um love story gay, mas de duas pessoas que não podem viver com quem amam de verdade. Imagina só que maravilha seria pra vida de todo mundo se os dois pudessem viver juntos. Não haveria esposa traída, filha renegada, mentiras, nada. Não parece mais fácil assim? Vou me referir a uma outra história de amor épica, a minha com o maridão. A gente se ama de paixão mas alguma coisa na sociedade não permite que fiquemos juntos. Pode ser qualquer coisa: quem sabe ele é de uma cor e eu de outra, ou nossas religiões se odeiam, ou ele foi ensinado que mulheres gordas devem morrer sozinhas. Não seria igualmente trágico?

Eu também adoraria saber se mesmo essa platéia escancaradamente preconceituosa não condena, por exemplo, que um pai mostre pros filhos de nove anos como um gay merece ser brutalmente assassinado. Não quero acreditar que a gente vive numa sociedade em que o espectador-comum realmente ache que o homossexual é digno da pena de morte. Essa idéia, pra mim, foi muito mais assustadora que qualquer coisa exibida na tela.

Lola Aronovich é professora de inglês e cinéfila.

Observação: A autora se arvora com qualidades suficientes para resenhar o filme não por ser uma estudiosa do meio, mas sim por ter assistido muitos outros filmes. Sua opinião crítica aparece em todo o texto, a começar pelo título da resenha, e não se limita a áspectos formais do filme, passando também, e principalmente, pela maneira como ela teve acesso a esta obra.

ATIVIDADE

Escrever uma resenha para um filme. Tal como fez a autora acima, não é preciso se preocupar em resumir toda a trama do filme, mas é preciso expressar a sua opinião sobre a obra e tentar compará-la com outros filmes, inclusive do mesmo diretor e dos mesmos atores principais.

DEPREENDER O TEMA

É comum que vestibulares solicitem a escrita uma redação argumentativa em linguagem formal. Muitas vezes, entretanto, o tema da redação não é exposto de uma maneira explícita, tendo que ser depreendido ou deduzido a partir de uma imagem, um texto ou uma coleção de textos e imagens. Neste último caso é preciso relacionar todos os objetos buscando pontos em comuns. Atenção: Respeitar o tema é a parte mais importante da avaliação.

Observe a tira de história em quadrinhos abaixo:

Tem quem ajude

Se a proposta de redação fosse apenas esta arte, seria muito difícil fugir do tema. Por que? É lugar comum considerar a pomba branca e o galhinho verde como símbolos da paz e da esperança. Entretanto três pontos (sub-temas) poderiam ser considerados pelo escritor: 1- A desistência do “pombo”, que reproduz a fala derrotista de várias pessoas na sociedade: “é inútil lutar pela paz num mundo de guerras e violência”; 2- A primazia feminina, já que a mãe-pombo não desiste da luta e 3 – A participação ativa e imprescindível da juventude, que aparece no terceiro quadrinho: “Tem quem ajude”.

Acompanhada por algum texto de apoio, seria preciso comparar as idéias expostas na tira com as idéias do texto para se delimitar o tema, de uma maneira mais correta.

Exemplo 1:

Nem toda feiticeira é corcunda…

Que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres ?

Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas.

Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.

E, com isso, Barbies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres (as baixinhas, as gordas, as de óculos) um sentimento de perda de auto-estima…

Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. (…) Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.

As mulheres detestam o sangue (…) Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos (ou os irmãos) de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.

É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E, para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d’água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.

São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.

Nem toda feiticeira é corcunda.

Nem toda brasileira é só bunda.

Texto atribuído a Rita Lee – Compositora e Cantora. fonte: http://lindagorda.blig.ig.com.br/

EXERCÍCIO

Segundo o dicionário Houaiss, tese é “1 proposição que se apresenta ou expõe para ser defendida em caso de impugnação;(…)5 assunto, tema”

a) Identifique três teses defendidas neste texto:

b) Com quais argumentos o autor defende cada uma destas teses?

c) Comparando este texto com a tira de quadrinhos de Laerte, escreva uma frase que, respeitando o conteúdo de ambos, seja um tema para redação:

Exemplo 2:

Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês têm coragem de aplaudir este ano uma música… um tipo de música que não teriam coragem de aplaudir o ano passado? São a mesma juventude que vão matar sempre, sempre, matar amanhã o melhor de um inimigo que morreu ontem? Vocês não estão entendendo nada, nada,nada… absolutamente nada…

(Trecho de discurso proferido por Caetano Veloso no meio de execução da música “É proibido proibir” em que foi vaiado pela platéia por estar usando instrumentos eletrônicos.)

A cristalização de hoje é a mudança que se operou ontem numa outra cristalização. Por isso é que nada de novo nasce de si mesmo, mas sim do velho que antes foi novo. Por isso também tudo o que é novo, ao tomar forma, faz seu ‘testamento’ ao novo que nascerá dele, quando esgotar e ficar velho.”

(Paulo Freire, no texto “O Papel do Trabalhador Social no Processo de Mudança”)

EXERCÍCIO

Compare os dois textos acima com a tira em quadrinhos de Laerte. Observe que há idéias contraditórias entre eles que poderiam ser discutidas de maneira dialética.

Em tempo, dialética, segundo o dicionário Houaiss, significa “1 (Rubrica: filosofia), em sentido bastante genérico, oposição, conflito originado pela contradição entre princípios teóricos ou fenômenos empíricos”.

a) Quais são estas idéias opostas?

b) Qual tema de redação poderia ser delimitado a partir destas idéias? Tente formular uma única frase.

REDAÇÃO COMERCIAL E OFICIAL

Exercitar conhecimentos e técnicas que os habilitem a redigir com clareza, precisão e objetividade os documentos utilizados na comunicação oficial.

1) Normas Gerais para Correspondências (Tipos de correspondências)

2) Normas Específicas ( Tipos de documentos)

Veja dicas sobre correspondência em: http://www.brasilescola.com/redacao/carta.htm

TEORIA DA RECOMBINAÇÃO

Na natureza nada se cria, tudo se transforma, já dizia Lavoisier. Ou, nas palavras do Chacrinha, na televisão nada se cria, tudo se copia. É assim que se aprende também a desenhar, primeiro copiando desenhos alheios e objetos da natureza, da maneira o mais fiel possível. A evolução está justamente em passar destes estudos para a arte criativa, impressionista, expressionista e pessoal.

Com a escrita ocorre a mesma coisa. Há modelos. Não é ruim seguir modelos. Também não é pecado copiar, faz parte do processo de aprendizagem. Mas é preciso seguir alguns critérios na cópia, ou melhor dizendo, na busca por inspiração.

1- É possível citar autores muito diferentes e até contraditórios num texto, como Paulo Coelho e Charles Darwin. Entretanto a citação não pode ser longa, deve ter o nome do autor e, principalmente, não deve haver muitas citações.

2- Uma boa maneira de buscar inspiração é fazer paráfrases de boas frases autores conceituados. Se a frase original for bem conhecida, nem é preciso citar a fonte. Um exemplo: “A televisão é o verdadeiro ópio do povo”. Esta frase claramente é uma paráfrase de Karl Marx, “A religião é o ópio do povo” e, acredite, é uma obrigação do bom leitor saber isso e saber o que significa “ópio”; mas, caso ele não saiba, a qualidade da comunicação não será ameaçada – nunca se esqueça de que esta é a principal preocupação do bom escritor.

3- É possível fazer um excelente texto sem ter nenhuma idéia original. Basta opor as idéias de dois autores consagrados. Não é obrigatório citar as obras em que os autores defendem suas idéias ou reproduzir ipsis litteris suas frases, mas é preciso deixar claro a quem é atribuída cada idéia. Exemplo: De um lado a teoria evolucionista de Charles Darwin (1809-1882), baseada no conceito da competição, ou seja, os mais aptos sobrevivem e procriam. Neste caso o escritor pode explicar, com suas palavras, como a competição existe tanto na natureza quanto na sociedade humana. De outro lado a crítica a esta teoria feita por Peter Kropotkin (1842-1921) , para quem a essência da evolução está na colaboração.

Para defender este autor, menos conhecido que o primeiro, talvez faltassem argumentos. Neste caso é preciso fazer uma pesquisa. Dou um exemplo aqui de colaboração: No deserto ártico os pingüíns ficam todos juntos, para evitar morrerem de frio, mas tomam o cuidado de revezarem-se na esposição ao vento gelado, ou seja, nenhum deles fica muito tempo na extremidade do circulo de pingüíns, porque neste caso um após o outro iria morrer de frio. Ocorre algo parecido com a formação de vôo de alguns pássaros.

Como conclusão é recomendável tomar uma posição entre ambas as idéias ou fazer uma sugestão de ação que as aproveitem.

REDAÇÃO CRIATIVA

Em um passado não muito distante, acreditava-se que criatividade era um “dom”, restrito a pessoas dotadas por características “especiais”. Tais pessoas eram identificadas por gestos, roupas ou comportamentos pouco habituais – ser criativo era quase sinônimo de ser exótico.

Hoje, com a emergência de novas técnicas de aprendizado e com a valorização dos processos criativos nas escolas e empresas, sabe-se que a criatividade é uma habilidade que pode ser incentivada, desenvolvida e aperfeiçoada. Ser criativo, no novo milênio que estamos entrando, é uma exigência, um diferencial para quem quer se sair bem em todos os campos de atuação: pessoal, interpessoal, escolar e profissional. Empresas e grupos mais criativos têm maiores chances de enfrentar a concorrência.

Objetivo

Proporcionar ao participante maior poder de expressão, desenvolver a criatividade e a capacidade de organizar textos lógicos e inteligíveis, além de ativar o processo de comunicação escrita através da ampliação do universo lingüístico.

ATIVIDADE

Dinâmica de grupo, seguida por atividade de escrita coletiva. Tentar re-construir as regras gramáticas e as formas de redações usando recursos do dadaímo e do modernismo:

Exemplo: Escrita automática, descrição de sonhos, transcrição de falas de crianças (os chamados “erros de aprendizagem”), neologismos, inversão sintática, gírias, combinação de textos com imagens.

Sugestão de Leitura: Interprete as imagens “Che está morto” e “Compro Logo Existo”,( baseado em arte de Barbara Kruger ) e os textos “Erro” de Paulo Leminski e “Fita verde no cabelo” de Guimarães Rosa (clique nos links das palavras para ler estes textos).

Busque inspiração para criar algo diferente do banal, tal como as obras aqui indicadas.

Che está morto

Compro logo existo

OUTRAS ATIVIDADES PARA REFLEXÃO

Prova de Redação da Universidade Federal do Paraná – Concurso 2000

Charge sobre a Anistia

Na Mostra Comemorativa dos 20 Anos de Anistia no Brasil, foi apresentada a charge ao lado (ACIMA). A partir de sua leitura, escreva um texto, de até 10 linhas, que compare os dois períodos da história recente do Brasil contrapostos na charge, focalizando os contrastes explorados pelo humorista.

Prova de redação FUVEST – Universidade de São Paulo / 2ª Fase – Concurso 2005

Considere a foto e os textos abaixo:

Descatracalização da vida

imagem: a partir de foto de Jefferson Coppola / Folha (03.set.04)

Catraca invisível” ocupa lugar de estátua

Sem que ninguém saiba como – e muito menos o por quê – uma catraca enferrujada foi colocada em cima de um pedestal no largo do Arouche (centro de São Paulo). É o “monumento à catraca invisível”, informa uma placa preta com moldura e letras douradas, colocada abaixo do objeto, onde ainda se lê: “Programa para a descatracalização da vida, Julho de 2004”.

(Adaptado de Folha de S. Paulo, 04 de setembro de 2004)

[Catraca = borboleta: dispositivo geralmente formado por três ou quatro barras ou alças giratórias, que impede a passagem de mais de uma pessoa de cada vez, instalado na entrada e/ou saída de ônibus, estações, estádios etc. para ordenar e controlar o movimento de pessoas, contá-las etc.]

Grupo assume autoria da “catraca invisível”

Um grupo artístico chamado “Contra Filé” assumiu a responsabilidade pela colocação de uma catraca

enferrujada no largo do Arouche (região central). A intervenção elevou a catraca ao status de monumento “à descatracalização da vida” e fez parte de um programa apresentado no Sesc da Avenida Paulista, paralelamente ao Fórum das Cidades.

No site do Sesc, o grupo afirma que a catraca representa um objeto de controle “biopolítico” do capital e do governo sobre os cidadãos.

(Adaptado de Folha de S. Paulo, 09 de setembro de 2004)

Em site sobre o assunto, assim foi explicado o projeto do grupo “Contra Filé”:

O ‘Contra Filé’ desenvolveu o PROGRAMA PARA A DESCATRACALIZAÇÃO DA PRÓPRIA VIDA. A catraca representa um signo revelador do controle biopolítico, através de forças visíveis e/ou invisíveis. Por quantas catracas passamos diariamente? Por quantas não passamos, apesar de termos a sensação de passar?”

( http://lists.indymedia.org/pipemail/cmi-brasil-video/2004-july/0726-ct.html ) obs: este link não está mais ativo.

INSTRUÇÃO:

Como você pôde verificar, observando o noticiário da imprensa e o texto da Internet aqui reproduzidos, a catraca que “apareceu” em uma praça de São Paulo era, na verdade, um “Monumento à catraca invisível”, ali instalado pelo grupo artístico “Contra Filé”, como parte de seu “Programa para a descatracalização da vida”. Tudo indica, portanto, que o grupo responsável por este programa acredita que há um excesso de controles, dos mais variados tipos, que se exercem sobre os corpos e as mentes das pessoas, submetendo-as a constantes limitações e constrangimentos. Tendo em vista as motivações do grupo, você julga que o programa por ele desenvolvido se justifica?

Considerando essa questão, além de outras que você ache pertinentes, redija uma DISSERTAÇÃO EM PROSA, argumentando de modo a apresentar seu ponto de vista sobre o assunto.

Observação: Após fazer sua redação, ver no anexo fac-símile de um texto bem avaliado pela Fuvest.

Anexo:

Redação 2005 preimiada pela Fuvest

Leia comentário feito pelo cursinho Objetivo:

Comentário sobre a proposta de redação Fuvest 2005

BIBLIOGRAFIA

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__________ Revista EducAção 1 (janeiro de 2001)

__________ Revista EducAção 2 (maio de 2001)

__________ Revista EducAção 3 (fevereiro de 2002)

__________ Revista EducAção 4 (2003)

__________ Revista EducAção 5 (2004)

__________ Coleção Uma Nova EJA para São Paulo, Caderno 1 (março de 2003)

__________ Coleção Uma Nova EJA para São Paulo, Encarte 1 (março de 2003)

__________ Gênero e Educação, caderno de apoio para a educadora e o educador. (junho de 2003).

Coleção “Uma Nova EJA para São Paulo” – Instituto Paulo Freire / DOT-EJA, Secretaria Municipal de Educação – São Paulo, 2003.

obs: Material distribuido pela Prefeitura de São Paulo a seus educadores na última gestão. O primeiro citado faz um histórico de como os projetos pedagógicos das escolas foram desenvolvidos nas últimas gestões.

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SITES CONSULTADOS:

(Blog do redator:) http://ekalafabio.blogspot.com/ekalafabio avatar

Linguagens da violência, violência da linguagem” (13-09-01), Conferência organizada pelo SESC, contando com Henry Pierre Jeudy (mediador), Fernando Bonassi e Ferréz (escritores), consultada em versão transcrita in: www.sescsp.org.br/sesc/images/upload/conferencias/161.rtf .

NÓVOA, A. Entrevista concedida ao CRE Mário Covas (Centro de Referência em Educação), jul/03, consultada em: www.crmariocovas.sp.gov.br/ent_a.php?t=012 .

Paradigma em Thomas Khun, consultado in: www.sul-sc.com.br/afolha/pag/thomas_khun.htm

RABELO, Luciano D. As duas vertentes pioneiras da Gestão do Conhecimento, consultado in: www.smith.com.br/imprensa02.htm .

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Consultado in: www.seduc.mt.gov.br/ensino_funcamental/projetos .obs: o link original não está mais ativo.

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http://www.recombo.art.br

http://www.resenhas.com/

http://www.releituras.com/

http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/portugues/producaotextos/resumo_nbr6028.htm

http://www.lost.art.br/lola_brokeback_mountain.htm (de onde retirei a resenha usada neste trabalho. Há vários outros textos excelentes disponíveis)

http://www.neymourao.com.br/redacao/

http:// http://www.vestibular1.com.br obs: Este link não está mais ativo.

http://www.artepaubrasil.com.br

http://www.mg.senac.br

ÍNDICE da primeira versão impressa

PLANEJAMENTO ………………………………………………………………………………………………………..3

OBJETIVO …………………………………………………………………………………………………………………..4

O QUE É TEXTO? ………………………………………………………………………………………………………..5

O QUE É REDAÇÃO? ………………………………………………………………………………………………….5

CARTA-PESQUISA ………………………………………………………………………………………………………6

PARÁGRAFO ENUMERATIVO ……………………………………………………………………………………7

CONTRA-ARGUMENTAÇÃO ………………………………………………………………………………………7

ARGUMENTAÇÃO CAUSA X CONSEQUÊNCIA …………………………………………………………8

PARÁGRAFO DE CONCLUSÃO …………………………………………………………………………………..8

MECANISMOS DE COESÃO E COERÊNCIA ………………………………………………………………..9

RESUMO ……………………………………………………………………………………………………………………..10

NARRATIVA………………………………………………………………………………………………………………..11

RELATÓRIO ………………………………………………………………………………………………………………..12

CARTA ARGUMENTATIVA ………………………………………………………………………………………..14

DESCRIÇÃO DE PROCEDIMENTO ……………………………………………………………………………..14

DESCRIÇÃO DE ESPAÇO ……………………………………………………………………………………………14

FICHAMENTO …………………………………………………………………………………………………………….15

POESIA ……………………………………………………………………………………………………………………….15

RESENHA ……………………………………………………………………………………………………………………16

DEPREENDER O TEMA ………………………………………………………………………………………………18

REDAÇÃO COMERCIAL E OFICIAL …………………………………………………………………………..20

TEORIA DA RECOMBINAÇÃO…………………………………………………………….,…………………….20

REDAÇÃO CRIATIVA ………………………………………………………………………………………………..21

OUTRAS ATIVIDADES PARA REFLEXÃO …………………………………………………………………22

BIBLIOGRAFIA …………………………………………………………………………………………………………..25

ANEXOS …………………………………………………………………………………………………………………….28

6 Comentários leave one →
  1. 5 de outubro de 2008 15:59

    Procorei muito sobre redaçao,quero mais informaçoes.
    Estou aprendendo sobre escrever e por as ideias no papal

  2. 18 de setembro de 2009 02:05

    Muito bom! Vou usar em minhas aulas…

    poderia colocar textos e interpretações tbm…é só uma ideia..

    abraço.

  3. leticia Link Permanente
    11 de novembro de 2009 21:33

    pra mim nao senvio para nada esse salti porque eu nao quero sabe redação eu quero e escreve no conputador

  4. 20 de maio de 2010 21:02

    Quero enviar um redado pra colega Letícia, se você prestasse mais atenção em tudo o que está escrito aí, saberia escrever melhor, sem errar tanto no Português né filha…

  5. Luciene Link Permanente
    23 de julho de 2012 23:55

    Sou professora de Língua Portuguesa e gostei muito do conteúdo, parabéns.

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