Olá mundo!

27 27UTC Janeiro 27UTC 2008 at 12:31 (Não classificado, ekalafabio) (, , , , , , )

Este é um blog experimental, onde pretendo publicar pouco e tentar reunir algumas idéias – fragmentos- que coloco em vários outros blogues por aí. Veja ao lado no “blogroll”.

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!

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The Joker – O Coringa, inimigo do Batman

26 26UTC Janeiro 26UTC 2008 at 6:11 (Não classificado)

Veja aqui mesmo no Multiply um histórico do personagem “Coringa”,.Até seu último

interprete, o saudoso Heath Ledger, famoso pelo filme Brokeback Mountain.

http://ozlopesjr.multiply.com/photos/album/84/JOKER

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Anarquia (Anarky) de Alan Grant e Norm Breyfogue

25 25UTC Janeiro 25UTC 2008 at 6:57 (alan grant, alan moore, anarky, anarquia, david lloyd, norm breyfogue)

Personagem inspirado no V de Alan Moore e David Lloyd. Seu discurso educador e anti-opressão é realmente estimulante. Apareceu pela primeira vez em Detective Comics 608/609 (no Brasil, Batman n. 11, formato americano, da Abril – edição raríssima!)

Batman n° 11 - Abril

Capa enviada por Crane

Leia sua minisérie:

04 Edições

http://www.esnips.com/web/Anarquia

fonte: Fórum Farra

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Para o homem que tem tudo

21 21UTC Janeiro 21UTC 2008 at 11:06 (alan moore)

Uma das melhores histórias já feitas para o personagem Super Homem. Obra do gênio de Alan Moore. Não sabia, mas vendo tv hoje descobri que foi adaptada em forma de um episódio da LIga da Justiça. Muito 10!
Leia resenhaApós reler Watchmen, lembrei de uma história que o genial

Que presente vc daria para alguém que tem tudo? Mongul resolveu dar um sonho. Mas os sonhos podem ser prisões.

As outras partes do episódio podem ser vistos no youtube:

Esta história também foi publicada num gibi encardenado, junto com outras para a DC comics:

Pode baixar em versão cbr (ler com programa cdisplay) aqui:

http://www.esnips.com/web/Mooreclas
(está dividido em 10 partes)

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Diferenças Lexicais entra Brasil e Portugal

20 20UTC Janeiro 20UTC 2008 at 10:02 (Não classificado)

Recebi esta piada por e-mail da colega Rose. Interessante que o texto é plenamente legível, mas dificilmente compreensível a um brasileiro. Isto ocorre por causa das diferenças lexicais entre o português europeu e o brasileiro.

” Acordei atrasado hoje, abri o guarda-fatos e nao achava meu fato na cruzeta.

Tomei uma bica, mas a chavena estava muito quente.
Na rua cumprimentei o almeida que estava a varrer a berma. Peguei o autocarro que estava cheio, uma bicha enorme atras de mim. Tinha um zare perturbando a todos.Cheguei ao sitio de trabalho, estavam em greve, um ula-ula total.

Um calor, estava com a justa toda molhada ja e uma harpa de morrer.
Comprei uma gasosa pra matar a sede. ”

Nao entendeu coisa nenhuma? E pensar que isso tambem é portugues, nossa lingua.

Aí vai um dicioná rio Portugues-”Brasileiro” pra voce nao passar apuros.

Portugal – Brasil

A
Adesivo – Esparadrapo
Aerogare – Hangar
Agrafador – Grampeador
Alarde – Insulto
Alcatifa – Carpete
Algibeira – Bolso
Alcunha – Apelido
Almeida – Gari
Ameijoa – Marisco
Apelido – Sobrenome
Ardina – Jarro
Ardinas – Jornaleiro
Armazenista – Atacadista
Assoalhados – Cômodos
Autocarro – Ônibus
Autoclismo – Descarga (WC)
B
Baliza Meta – Gol
Banheiro – Salva-vidas
Barco – Iate
Beira-mar – Orla
Berbequim – Furadeira
Berma – Acostamento
Bestial – Bárbaro
Betão armado – Concreto
Bibe aos quadrados – Avental xadrez
Bica – Cafezinho
Bicha – Fila
Bisnaga – Lança-perfume
Boleia – Carona
Borracho – Pombo
Borrego – Carneiro
C
Cabeça – Cuca
Cadelinha – Marisco
Caixa de velocidade – Câmbio
Cambuta – Nanico
Camisa de noite – Camisola
Camisola – Malha
Canalizador – Encanador
Candeeiro – Abajur
Cântaro – Jarro
Casa de banho – Banheiro
Catita – Engraçada
Cave – Subsolo
Cerveja – Chope
Chávena – Xícara
Choque – Batida
Claque – Torcida
Coluna – Caixa acústica
Comboio – Trem
Cordel – Barbante
Cruzeta – Cabide
Cueca – Calcinha
D
Defesa – Zagueiro
Desenhador – Desenhista
Diospiro – Caqui
Dispistado – Distraído
Dose – Aperitivo
E
Écran – Tela de cinema
Elas – Batatas fritas
Elétrico – Bonde
Empregado de mesa – Garçom
Encarnado – Vermelho
Entretanto – Naquele instante
Esferovite – Isopor
Esmoncar – Assoar o nariz
Esquadra de polícia – Delegacia
Estrafegar – Amassar
F
Fábrica de açucar – Engenho
Fato – Terno
Femeeiro – Mulherengo
Fiambre – Presunto
Ficha – Tomada
Fino – Chope
Folhetim – Novela
Forreta – Pão duro
Frigorífico – Geladeira
G
Galão – Pingado
Garoto de recados – Office-boy
Gasosa – Refrigerante
Gira-discos – Toca-discos
Giro Legal – (gíria)
Guarda-fatos – Guarda-roupa
Guarda-redes – Goleiro
H
Harpa – Fome
Havano – Charuto
Haveres – Bens
Historiola – Historieta
I
Impedido – Ordenança
Imperial – Chope pequeno
J
Jaleco – Casaco curto
Justa – Camisa
L
Lençol de banho – Toalha
Linguareiro – Linguarudo
Lombo – Filet mignon
Lume brando – Fogo brando
M
Magalho – Barbante
Malta – Turma
Mão de vaca – Mocotó
Maples – Sofás
Miúdo – Criança
Mola de roupa – Pregador
Montra – Vitrina
N
Namoricar – Paquerar
Nigues – Nada
Nó – Laço
O
Obreiro – Peão
Orar – Discursar
P
Paneleiro – Bicha
Parqueamento – Estacionamento
Pastelaria – Doceria
Peão – Pedestre
Perceber – Morar
Peúgas – Meias
Pia – Sanitário
Pimento – Pimentão
Pinga Um – copo dágua
Pinha – Cuca
Pa – PÔ
Ponta pé de baliza – Tiro de meta
Ponta é de canto – córner
Porreiro Bacana – ótimo
Prego – Churrasco
Prenda – Presente
Q
Quadro Ato – (teatro)
Queimadela – Queimadura
Quinta – Sítio e fazenda
R
Rapariga – Moça
Rebuçado – Bala
Renda – Aluguel
Resolver um problema – Quebrar o galho
Retalho – Varejo
Retrete – Privada
Romagem – Romaria
S
Saiote – Anágua
Sarrilhos – Encrenca
Secretária – Escrivaninha
Sítio – Lugar
Sobretudo – Japona
T
Talho – Açougue
Tarte – Torta
Travão – Freio
Trepassa-se – Passa-se o ponto
U
Ula-ula – Correria
Urinol – Banheiro público
V
Venda a retalho – Varejo
Ventoinha – Ventilador
Verniz – Esmalte
Vivenda – Sobrado
X
Xaveco – Velharia
Xexé Biruta

Z
Zagaio – Nariz
Zambaio – Vesgo
Zaragata – Desordem
Zaré – Bêbado
Zina – Clímax
Zuco – Tolo

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Viva os blog’s

18 18UTC Janeiro 18UTC 2008 at 10:08 (blog)

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Conto delirante (reblogado)

16 16UTC Janeiro 16UTC 2008 at 18:55 (Não classificado)

“Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada posso lhe dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível seu próprio mundo e isso é tudo” (Herman Hesse)

Texto abaixo originalmente publicado em:
http://www.urfabio.blogger.com.br/2004_12_01_archive.html

23.12.04

CONTO DELIRANTE

Esta história me foi psicografada num momento de febre, quando fiquei doente no mês de novembro. Só agora, mais de um mês depois, já a muito curado, encontrei tempo para tentar reproduzi-la da maneira como me ocorreu.

ESSE É UM CASO REAL

Já virou chavão dizer que a estória é real ou baseada em fatos reais. No entanto, garanto que este caso é real. Não posso provar. Como vocês próprios poderão confirmar no fim do relato, todos os documentos capazes de nos indicar a veracidade dos fatos foram destruídos. Vamos ao relato, traduzido do original de maneira estritamente literal.

OS FATOS

Eu era professor numa escola do interior a pouco tempo. Por algum motivo, quando um homenzinho muito tímido foi perguntar por alguém que entendesse de coisas estranhas, indicaram a minha pessoa. Não quis me dizer o que, de estranho, queria que eu visse, mas aceitei acompanha-lo até sua casa.
Na humilde casinha fui recebido por sua esposa, tão pequena e tímida quanto ele. Levaram-me até o quarto onde queriam que eu visse suas filhas, gêmeas recém-nascidas… e eu vi! Estavam flutuando sobre o berço. Uma leve luz saindo de seus corpos. Descrever o que senti naquele momento… tive vontade de chorar… de rir… O casalzinho me olhava cheio de terror. Achavam que poderiam querer matar suas filhinhas, que elas eram bruxas. Perguntei se isso sempre acontecia. Sempre. Só quando dormiam. Peguei com todo o cuidado uma das meninas. Ela acordou e deixou de flutuar.
A partir daquele momento passei a ir na casa do casalzinho todos os dias. Levei sete dias para conseguir acordar uma das meninas fazendo com que ela continuasse a flutuar. Quanto esforço. Quanto cuidado. Resolvi não acordar a segunda, para descobrir se ela conseguiria voar acordada, como a irmã.
Comprei uma casinha ao lado deles e me mudei para lá, para dedicar mais tempo às irmãs. Com toda a atenção ajudei o casal a cuidar das meninas. Principalmente da primeira, que quanto mais crescia melhor conseguia voar. Em poucos meses nenhuma das duas voava mais ao dormir, mas a primeira continuava voando acordada. Ampliei sua casa e construí um grande galpão, todo acolchoado, no funda dela, para que a primeira voasse. Assim que fizeram 3 anos, passei a me dedicar a fazer a segunda voar também. A primeira fazia de tudo para ajudar, e a segunda às vezes até conseguia, mas apenas segurando a mão da irmã ¿ era soltar, ela caia.
O quanto pesquisei… fui atrás de toda a literatura relacionada. Levitação, telecinese, magia, parapsicologia, gibis de Superman, Lanterna Verde, X-Men, o Gerald Snoble, inventado por Will Weisner e Jules Pfeiffer . Troquei telefonemas e correspondências com especialistas no assunto, sempre omitindo minha verdadeira identidade e sem levantar nenhuma suspeita sobre a existência das gêmeas. Escrevi milhares de páginas de descrições de cada fato relevante da vida das duas meninas, desenhos, gráficos, fotos. Meus colegas estranhavam minha profunda amizade com o casal, mas foi fácil explicar minhas pesquisas, dizendo que eu estava fazendo uma tese muito complexa sobre o desenvolvimento da criança.
Quando fizeram 6 anos, resolvemos levar a primeira para voar ao ar livre. Esperamos um dia calmo de verão, à noite, quando ninguém nos veria, e fomos até a beira do lago. E ela vou. Meu Deus, que coisa linda. Lamentei não ter uma câmera naquele momento… Ela deu um giro pelo lago, foi a tão grande altura, e voltou, pousando suavemente. Não tive palavras. A segunda olhava, cheia de inveja.
No dia em que foram para a escola pela primeira vez, assustei as crianças e até os pais com tantas recomendações. Imaginei todas as situações que poderiam acontecer, até mesmo um incêndio! Tudo o cuidado que deveriam ter para que ninguém descobrisse o segredo.
Um dia estávamos no galpão, tive uma idéia. Percebi como as duas estavam cansadas dos exercícios, que havia desenvolvido para que a primeira conseguisse ensinar a segunda a voar. Falei: ¿Olha, quero que vocês durmam. Como faziam quando eram bem pequenas, quero que vocês sonhem que estão voando juntas¿. Elas prontamente se deitaram e, logo logo, estavam dormindo. Fiquei olhando e fazendo anotações. Mas eu mesmo devia estar mais cansado do que elas, porque logo cochilei… quando abri os olhos, as duas estavam lá… flutuando, sem que a primeira segurasse a mão da segunda. Uma leve luz saía de seus corpos.
¿Você aprendeu a voar! Devo estar sonhando…¿, eu disse. A segunda falou, ¿Não é sonho não professor, o senhor está acordado.¿. E eu, ¿Querida, vocês é que são meu sonho¿. Cada uma delas pegou uma de minhas mãos, e a primeira falou, ¿Então porque o senhor não voa com a gente…¿ E lá estava eu. Flutuando. Soltaram minhas mãos, pensei que iria cair. Fiquei balançando no ar, desengonçado, as duas rindo muito da minha falta de jeito.

EPÍLOGO

Algum tempo depois, resolvi ir embora. Deixei a escola e me despedi da família. Não havia mais o que ensinar a ambas. Dei algum dinheiro e todas as recomendações possíveis, como manter o segredo, sugestões de profissão, com que tipo de jovem deveriam namorar… Resolvi destruir todos os estudos e materiais que havia produzido. Decidi que, de todos aqueles anos de pesquisa, só iria sobrar este relato, como testemunho anônimo do que aconteceu no mais profundo segredo. E eu? Eu aprendi a voar.

Transcrito por f.r.n., 23 de dezembro de 2004.


Leia um outro conto meu escrito na mesma época em:
http://ekalafabio.multiply.com/photos/album/4/Destaques#5

Fábio.

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Dança do Salmão do Chemical Brothers (legenda em inglês)

16 16UTC Janeiro 16UTC 2008 at 13:54 (chemical brothers, musica, salmon dance)


Sucesso da banda Chemical Brothers. O video tem cenas bonitas e engraçadas. E seu toque musical é hipnotizante! Ouviu não esquece mais.
Tradução: http://letras.terra.com.br/the-chemical-brothers/1074631/


The Salmon Dance (Tradução)

The Chemical Brothers

Dança Do Salmão

Olá garotos e garotas, meu nome é FatLip
e este é meu amigo Sammy, o Salmão
“O que isso faz?”
Hoje, nos vamos lhes ensinar alguns fatos engraçados sobre Salmão,
e uma nova dança.
Permita-me apresentar a vocês esta nova dança
Eu sei que vocês irão amar se vocês derem uma chance
Não é complicado, não é muito difícil
Vocês nem mesmo precisarão ser uma estrela do hip hop
Viu qualquer um pode dançar, tudo que vocês precisam é estilo
Ouça meus pupilos, eu vou mostrar para vocês como é
Ponha suas mãos para o lado, tão bobo como parece
E balance seu corpo como um salmão flutuando no fluxo!
Eu flutuarei no fluxo
“Você sabe como nos fazemos, Você sabe como nos fazemos”
De novo…
“Todos meus pupilos passam parte de suas vidas na agua fresca”
“e parte de suas vidas na agua salgada”
Wow… muito interessante
“Nos mudamos de turno dias após desovar”
“Então nós morremos”
Quando eu dancei pela primeira vez, todas as pessoas deram risada
Eles olharam ao redor e pensaram que eu estava drogado
Eu ouvi alguém dizendo alto “que porra é esta?”
Este negro dançando igual um peixe enquanto está dormindo
Mas cada vez que eu continuava a dançar eu cada vez mais sentia
e então eu ouvi algumas vadias falando que o negro estava detonando
no final da noite todos estavam no meu time
e o clube inteiro estava dançando igual a um salmão flutuando no fluxo!
Eu flutuarei no fluxo
“Você sabe como nos fazemos, Você sabe como nos fazemos”
de novo…
“A maioria de nossos amigos acham suas aguas natais pelo cheiro”
“com mais precisão do que um cão ou um urso”
Wow…
“Minha familia também conta com as correntes oceânicas, mares”
“”A atração gravitacional da lua”
Estou flutuando no fluxo de novo
A Lua? Peixes prestam atenção na Lua? Wow… Quem diria…
“Você sabia?”
O que?
“Que eu poderia ir para o Japão, e voltar”
Você está de brincadeira. Incrível! Aff!!
“A agua poluída pode matar os bebês salmão, os que estão crescendo também”
“e o salmão adulto, que está a caminho da desova.”
Wow… Que vergonha, que vergonha
o que?
hãm.
Wow. Hey crianças, palmas para Sammy, o Salmão e sua incrível dança do salmão.
O que? O que posso dizer?
Quem está com fome?

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k-Pax

16 16UTC Janeiro 16UTC 2008 at 9:15 (Não classificado)

Próximos filmes a serem assistidos:
Destaque para k-Pax. Estou curioso sobre esta obra.

webc3865.jpg (14662 bytes)

http://www.webcine.com.br/filmessi/kpax.htm

E também pretendo assistir:

- Tiradentes (1998)

- Panteras Negras (1995)

- Tempo de Aprender (2006)

- Edifício Master (2006)

e
- Terra Estrangeira (1996)


Além disto tenho três livros para ler: Dom Quixote (só o final), Diários de Lanzarote e o Alcorão (que só comecei)…

As férias podem ser curtas…

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A Hora e a Vez de Augusto Matraga (filme de 1965)

15 15UTC Janeiro 15UTC 2008 at 22:49 (augusto matraga, cinema, g rosa, roberto santos)

“E assim se passaram pelo menos seis ou seis anos e meio, direitinho deste jeito, sem tirar e nem pôr, sem mentira nenhuma, porque esta aqui é uma estória inventada, e não é um caso acontecido, não senhor.”

Este é um pedacinho do conto original “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” de Guimarães Rosa, que releio agora, já que assisti o filme de Roberto Santos (1965), aliás, impressionante. Muito bom demais.

A trilha sonora é de Geraldo Vandré e tem um poder de motivação que me arrasta desde a primeira vez que ouvi estas músicas, ainda gravadas em vinil (consegui montar quase a coleção completa dele, mas perdi a maioria dos discos).

Réquiem para Matraga

Composição: Geraldo Vandré

Vim aqui só pra dizer
Ninguém há de me calar
Se alguém tem que morrer
Que seja pra melhorar

Tanta vida pra viver
Tanta vida a se acabar
Com tanto pra se fazer
Com tanto pra se salvar
Você que não me entendeu
Não perde por esperar

Cantiga Brava

Composição: Geraldo Vandré

O terreiro lá de casa
Não se varre com vassoura,
Varre com ponta de sabre
E bala de metralhadora.

Quem é homem vai comigo
Quem é mulher fica e chora
Tou aqui, quase contente,
Mas agora, vou-me embora.

Como a noite traz o dia,
Com tristeza ou com demora.
Terá quem anda comigo,
Sua vez e sua hora.

O que sou nunca escondi,
Vantagem nunca contei,
Muita luta já perdi,
Muita esperança gastei.
Até medo já senti,
E não foi pouquinho não.
Mas, fugir, nunca fugi,
Nunca abandonei meu chão

Letra copiada do LP Canto Geral.

Parece-me que no filme o trecho “Com tristeza ou com demora”, aparece como “Com presteza e sem demora“, marcando a idéia de pressa e certeza da música.


Leonardo Vilar em A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos

Mais info: http://www.contracampo.com.br/27/fuzismatraga.htm

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