Bom texto sobre Língua Portuguesa
É direcionado a educadores e um pouco extenso, mas garanto que vale a consulta:
por Associação de Professores de Português
http://www.app.pt/portugues_2002.html
Dia da Consciência Negra

Mas, sobretudo, dia de Zumbi, herói negro símbolo da resistência que muito orgulha todos os afrodescendentes e todos os brasileiros.
No Teatro do CEU – Consciência Negra
Comemoramos antecipadamente o Dia da Consciênci Negra no teatro do Centro Educaciona Unifica. Segue dados do DVD que montei com a gravação, que serve como roteiro da apresentação:
T1 teatro do CEU PERUS 17 de novembro de 2006
no camarim
- peça teatral ZUMBI GRACIOSO (ver roteiro na raiz deste DVD) [ver post anterior neste blog]
atrás da tela
agradecimento do grupo teatral amador
T2 agradecimento equipe de apoio
entrevistas com estudantes, atores e professores
T3 recital de “Navio Negreiro”
slides “Dia da Consciência Negra” (ver aquivo na raiz deste DVD)
T4 dança hip hop grupo “The Best”
final do evento
T5 clipes apresentados no evento:
- trecho discurso Mathin Luther King
- Vangelis – retratos da África
- Documentário (thriller)
- Fala atribuída a Jesus (texto em inglês)
- 2Pac – changes
- Marcelo D2 e Alcione “pra que amor” (Altas Horas)
- Bob Marley- get up stand up
- Gilberto Gil – não chores mais
- Charlie Brown Jr. -um lugar ao sol
T6 - Gilberto Gil e Milton Nascimento – andar com fé
- Sérgio Ricardo – zelão
- Capoeira mestre Bimba
- Sabotage – um bom lugar
- Racionais – fim de semana
- Clara Nunes – morena de angola
- James Brown – sex machine
T7 - Adão Daxalebaradã – curta
“Somos todos filhos da terra”
- Orixás (uniafro e www.acordacultura.org.br )
- Jongo São José da Serra – eu fui na mata
T8 - gravação em video de apresentação do slide
“Dia da Consciência Negra” (utilizando o programa Camtasia –
ver Shareware na raiz deste DVD)
T9 Feira Cultural na escola Fernando Gracioso – dia 21 de outubro de 2006.
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trechos da primeira montagem da peça ZUMBI GRACIOSO.
Cameras: Anderson e Davidson.
Ateísmo

A revista Época destaca a matéria “A Ciência vai matar Deus”… obviamente, esquece-se que o capitalismo selvagem já o matou há muito tempo. O dinheiro é o novo deus e os bancos seus templos onde pagamos óbulos absurdos e os mendigos pedem humilhantemente. Mas o texto vale a leitura:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG75728-5990-443,00.html
um trecho que destaco:
“ Um mundo sem fé poderia até ser moral. Mas teria tanta graça? Alguns ateus dizem que a espiritualidade não está necessariamente ligada à religião. “Poderíamos invocar o poder da poesia e da contemplação silenciosa”, diz Sam Harris. No lugar da devoção a Deus, eles adotam a admiração pelo mundo natural, pelas belezas que o cosmo revela à luz da razão. É o naturalismo. “Ele ensina uma das coisas mais importantes do mundo”, diz Greg Graffin, zoólogo da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e fundador da banda punk Bad Religion. “Existe apenas esta vida. Então, dê beleza e sentido a ela.” “
o que lembra muito as antigas religiões pagãs animistas, inclusive a umbanda… Ou a proposta dos filósofos gregos socráticos… Achei interessante.
Dia da Consciencia Negra.ppt
Arquivo que usaremos para discutir cultura negra e preconceito com referência ao Dia de Zumbi, 20 de novembro.
Está disponível em:
http://ekalafabio.multiply.com/video/item/6
Recomendo fazer o download e abrir com programa compatível (o MS Office, PPT Viewer, Open Office ou similar…). Baixe direto pelo link:
http://images.ekalafabio.multiply.com/movie/
ekalafabio:video:6/ekalafabio/6.ppt/N1MGP
1ezXcvgd9Eu8NkchA/Dia%20da%20Consciencia
%20Negra.ppt
Efeitos ópticos da nossa miséria
Acabei de ler”Pedagogia do Oprimido” do Paulo Freire. A parte final é muito mais propositiva da revolução, diferindo de outros livros seus que li (“Educação como prática da liberdade” e “Cartas Pedagógicas”).
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Recomendo a leitura atenta de entrevista com o pesquisador Jessé Souza, que alerta: a economia e a educação não explicam nossa miséria e são incapazes de reverte-la:
http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2006/11/12/ali-1.93.19.20061112.10.1.xml
Versão revista da peça teatral "Zumbi Gracioso"
TEATRO: “ZUMBI GRACIOSO”
para apresentação dia 17 de novembro de 2006 no teatro do CEU PERUS, comemorando o Dia da Consciência Negra – 20 de novembro.
Texto de BRUNO e DIANA da 8ª série A – Escola XXXX
Orientação e modificações: professor Fábio R.
1ª Cena: O senhor sentado vendo o algodão sendo colhido pelos escravos. (música “Zumbi” do Jorge bem Jor ou “Retirantes” de Dorival Caymmi)
Diálogo entre escravos:
———– Vivemos na escravidão. Somos tratados como animais.
———– Trabalhamos tanto e não ganhamos nada. Nem comida boa temos.
———– Devemos fugir para um lugar melhor.
———– E existe este lugar?
———– Existe o quilombo. Irei para lá. No quilombo todos são livres. O rei é Ganga Zumba, bom com todos. E seu general é Zumbi.
———– Já ouvi falar dele.
———– Vou para o quilombo lutar com Zumbi para libertar todos os escravos.
(um escravo foge, mas é recapturado pelo capitão do mato)
2ª Cena: Feitor prende um escravo fujão. Pede a ordem do senhor para castiga-lo com chicotadas. Tem a ordem e vai ao tronco onde prende o escravo e lhe dá 50 chicotadas.
Diálogo entre feitor e o Barão senhor dos escravos
Feitor_ O escravo está no tronco esperando a decisão do barão e se deixar o escravo que está no troco sem castigo os outros escravos vão acreditar na história que ele está contando e vai querer fugir.
Barão_Está bem. Deite 20 chibatadas.
Feitor_Me disculpe, Barão, mas 20 chibatadas não vai nem fazer riscos nas costas dele!
Barão_Está bem! deite-lhe 50 chibatadas.
Narrador_Logo depois o feitor foi dar as 50 chibatadas, enquanto isso a baronesa estava falando com o barão. Começa um toque de música.
Baronesa_Mas já vai começar com essa cantoria!a.
Barão_Se voce não gosta deste barulho tampe os ouvidos com algodão, Candida.
(toca a música Homeless, de Paul Simon, do seriado Raízes)
3ª Cena: No quilombo Zumbi planeja com os irmãos a invasão da fazenda e libertação dos escravos. Ganga Zumba não concorda e quer aceitar acordo de paz com Portugal. Por isso os dois começam a brigar. Depois disso, Ganga Zumba morre misteriosamente.
Diálogo no Quilombo.
Um irmão do quilombo entrega uma carta para o Rei Ganga Zumba:
“Senhor Ganga Zumba. O Rei de Portugal te propõe um acordo de paz com o quilombo de Palmares. Todos os nascidos no quilombo ficarão livres, os outros não.”
Ganga Zumba lê a carta.
Logo chega seu sobrinho Zumbi – Tio Ganga Zumba, vamos invadir a fazenda e libertar nossos irmãos.
Ganga – Isso não é possível. Estamos negociando a paz com Portugal.
Zumbi – Que paz que nada. Precisamos soltar nossos irmãos.
Ganga – Uma guerra só vai trazer dor.
Zumbi – Não é justo que fiquemos em paz enquanto tantos padecem escravidão.
Ganga – Também não é justo que tantos morram pelo bem de outros. Precisamos de paz.
Zumbi – A paz não traz igualdade. Esta paz é injusto, pois é para poucos. Precisamos de guerra.
Partidários de Zumbi e de Ganga Zumba se dividem, gritando de um lado “Paz” e de outro “Guerra”.
Chega Dandara, esposa de Zumbi.
Dandara – Que é isso Zumbi! Como briga com seu tio?
Zumbi – Ganga Zumba pensa com a razão, mas erra. A liberdade tem que ser para todos.
Ganga Zumba – Dandara, explique para seu marido que a guerra irá destruir Palmares. O melhor caminho é do negociação. A paz é sempre o melhor caminho.
Dandara – Zumbi, não brigue com seu tio. Vamos reunir um conselho e discutir este assunto. Vivemos para a felicidade e não para a dor. Se for possível, lutaremos também por nossos irmãos que estão escravizados, mas precisamos lutar juntos. Desunidos seremos fracos. Vamos! Façam as pazes.
Cena da Morte: Uma irmã do quilombo leva uma bebida para Ganga Zumba, que cai morto misteriosamente.
cena enterro de Ganga Zumba e coroação de Zumbi – Ganga Zumba está morto. Longa vida a Zumbi, nosso Rei
(toca música de capoeira. Afoxé de Dorival Caymmi)
4ª Cena: Os negros estão nas senzalas na roda de capoeira, que é a única diversão deles, o momento de alegria e lembranças; (tocar músicas de capoeira); Chega Zumbi e os irmãos do quilombo para libertá-los. O senhor descobre e manda o feitor ir atrás deles, mas eles conseguem fugir em segurança.
(toca música “Monólogo ao pé do ouvido” da Nação Zumbi, para ilustrar o ataque)
cena Ataque à fazenda, para libertar escravos. Feitor avisa o senhor:
Feitor – Chefe, tenho péssimas notícias. A fazenda está sendo invadida pelos negros quilombolas. (sai correndo com uma arma).
Senhor está preocupado. Baronesa chega assustada.
Baronesa – O que está acontecendo.
Senhor – Prepare-se. Fomos invadidos pelo capitão Zumbi.
5ª Cena: Eles chegam ao quilombo pela manhã. Com muita alegria são recebidos e festejam a liberdade com parentes, amigos e é claro com Zumbi.
(música final – “Cangoma me chamou (ouça)” de Clementina de Jesus, ou interpretada pelo grupo Mawaca)
cena final – Festa em Palmares.
Cantos, dança e capoeira.
Narrador conta história de Palmares no alto-falante (deixar música afro com volume baixo no fundo, depois aumentar o volume – talvez usar “spirit of the forest” dos pigmeus Baka Beyond )
Narrador – O quilombo de Palmares resistiu durante quase dois séculos, tendo sido destruído apenas em 1710, após ataques do capitão do mato Domingos Jorge Velho. Zumbi morreu, mas seu sonho de justiça e liberdade continua vivo nos corações de todos os brasileiros.
PERSONAGENS:
Dandara: Diana
Senhor: Bruno
Baronesa: Marriete
Feitor:
Capitão do Mato: Tamara
Escravo Fujão: Davidson /// Rafael
Zumbi: Welverson
Tio (Ganga Zumba): Vicente
Irmãos do Quilombo: Leonardo, Eric, Tamara
Contra-regra:
Convidados: Guerreiros do Brasil, Universo Capoeira
—-
cena surprimida (após 2ª cena)
Narrador_No dia seguinte 3 escravos fugiram e um foi pego,o barão foi eté a senzala e perguntou para o escravo:
Barão_cadê os outros dois?
Narrador_O escravo não responde e o barão fica irritado, pega o chicote começa a bater no escravo. Acaba furando o olho do escravo.
Terceira parte
Arquitetura da destruição
Arquitetura da destruição
que interpreta esteticamente a insanidade do sonho nazista de um mundo perfeito.
Também assisti a leve comédia SILVER HAWK. Valeu. Curioso reparar como a figura do “louco-militar-nazista” permanece como modelo de super-vilões, apesar do filme o citar como sendo da América do Sul (!).
O Soco de Uma Polegada de Bruce Lee
Fuçando em meus papéis achei o livro de Marco Natali , ediouro, 1984, que tem este belo texto:
O Soco de Uma Polegada
O que é aprendizagem?
Uma jornada e um processo, nunca um fim ou uma conclusão.
O que é um instrutor?
Um guia, nunca um sentinela ou um ditador.
O que é uma descoberta?
Um processo constante de questionar as respostas e
não de responder às perguntas.
Qual é a meta?
Mente aberta de modo a que você possa “ser” e
nunca saídas fechadas de modo a que você tenha que
“fazer”.
O que é um teste?
Ser e tornar-se; não apenas lembrar e revisar.
O que ensinamos?
Indivíduos e não lições, estilos, sistemas, métodos ou
técnicas.
O que é uma escola?
O que quer que façamos dela.
Onde é a escola?
Em toda parte; não em uma sala de quatro cantos…
mas onde quer que estejamos.
A todos que buscam “o caminho”
CONHECIMENTO vem de seu instrutor.
SABEDORIA vem de seu interior.”
texto de BRUCE LEE (1940-1973)
Morreu Mario Zan, mestre sanfoneiro
Mario Giovanni Zandomeneghi, mais conhecido como Mario Zan, (Roncade, 9 de outubro de 1920 – morreu aos 86 anos, em São Paulo, 08 de novembro de 2006) é um acordeonista ítalo-brasileiro famoso por suas canções típicas das festas juninas do centro-sul do Brasil. Emigrou com sua família para o Brasil ainda na década de 20 e instalou-se na região de Catanduva, São Paulo.
Foi considerado um dos melhores acordeonistas do Brasil, tendo se tornado pelas composições das mais populares canções das festas juninas paulistas como a Quadrilha Completa, Balão Bonito, Noites de Junho ou Pula a Fogueira.
Chalana
Mario Zan E Arlindo Pinto
Lá vai uma chalana, bem longe se vai
Estando o remanso do Rio Paraguai
Ah! chalana, sem querer, tu aumentas minha dor
Nessas águas tão serenas vais levando o meu amor
E assim ela se foi, nem de mim se despediu
A chalana vai sumindo na curva lá do rio
E se ela vai magoada eu bem sei que tem razão
Fui ingrato, eu feri o seu meigo coração
Segue O Teu Caminho
Mario Zan
Hoje é meu dia e amanhã será o teu.
Eu sei que um dia sofrerás mais do que eu.
Embora diga que o passado não importa.
Eu sei que um dia baterás em minha porta.
Mas se algum dia estiveres sem guarida.
Se precisares de um prato de comida.
Podes chegar que estarei ao seu dispor.
Embora saiba muito bem que está morto o nosso amor.
Vai e segue o teu caminho, que eu fico aqui sozinho.
aguardo o
teu regresso.
Pois quem age assim desta maneira, fazendo tanta
asneira,
Não pode ter progresso.
Vai, por este mundo afora, vai ver aonde é que mora, a
infelicidade.
Para depois, voltar arrependida, humilde e despida,
De toda esta vaidade.
fontes: pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Zan ,google e vagalume.uol.com.br/mario-zan/






