O Povo contra Larry Flynt

Comprei no centro de sampa dois VHS usados, a R$2 cada. “Inspetor Bugiganga” e “O Povo Contra Larry Flynt“. Já assisti o segundo e gostei: é impressionante e revela muito sobre a mentalidade americana, que, dizem, defende a liberdade acima de tudo. Um outro filme, mais recente, trata de assunto semelhante, “Os Estados Unidos contra John Lennon“.
Dia do Saci e seus Amigos

Está chegando o legítimo “Halloween” brasileiro, o dia do Saci e seus amigos do folclore. Será dia 31 de outubro. Saiba mais vendo o saite da “Sociedade de Observadores de Sacis“: http://www.sosaci.org/ Nesta data tb será lançada uma revista sobre o tema: Escola de Sacis: novo livro tem ilustrações de Bira Dantas
notícia em: http://www.universohq.com/quadrinhos/2006/n26102006_07.cfm
Propaganda Portuguesa Contra o Preconceito
Recebi via e-mail da professora Cida este pequeno video, uma propaganda portuguesa contra o preconceito. Vale a consulta:
Legislação Social
Uma pequena pesquisa que fiz sobre temas que serão pedidos no concurso para agente social de Guarulhos:
I – O Estatuto da Criança e do Adolescente. Histórico, implantação e avaliação. Política de atendimento, entidades de atendimento, medidas de proteção, medidas socioeducativas, direitos individuais. A prática do ato infracional.
http://www.direito.adv.br/leis/8069fr.zip
veja a história do ECA em:
http://www.risolidaria.org.br/vivalei/ent_eca/index.jsp
ver mais legislação no link: http://www.direito.adv.br/legisla.htm
II – Os Conselhos Tutelares.
ver Resumo em: http://www.condeca.sp.gov.br/tutel.asp
III – Direitos da criança: educar ou punir?
alguns textos para reflexão: http://diplo.uol.com.br/2002-06,a343
IV – A relação educador/educando
Esse é um tema da pedagogia que estudei muito na licenciatura. Muitos textos poderiam ser consultados na área de pedagogia e psicologia. Sugiro ler sobre Paulo Freire (atualmente estou lendo seu clássico “Pedagogia do Oprimido”)
http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp
este texto é sobre artes marciais, mas tem tudo a ver com a arte de aprender:
http://www.aikikai.org.br/art_ensinaprof.html
este é um artigo para download: “O estilo motivacional do professor…”
www.scielo.br/pdf/prc/v17n2/22466.pdf
V – A família e sua importância no trabalho com crianças e adolescentes
http://www.pedagogia.pro.br/socorro_educar_filho.htm
VI- O Estatuto do Idoso
www.senado.gov.br/web/relatorios/destaques/2003057rf.pdf
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/leis/2003/L10.741.htm
Com o tempo colocarei mais links com este tema no blog.
Colóquio Anarquista

Neste sábado, após a festinha na escola, faltei ao curso sobre inclusão e fui ao colóquio anarquista na ong Ação Educativa. Cheguei ao debate às 12:40, havia cerca de 60 pessoas, alguns entrando-saindo (sorte que as portas ficam no fundo do auditório), quatro palestrantes na mesa.
O assunto principal no momento pareceu ser o sistema prisional. Um dos militantes tentou puxar o assunto para a formação de assembéias populares e tratar o crime como excessão (até porque em sua maioria tende a ser contra o patrimônio) a ser discutido quando ocorrer o problema.
Um militante faz depoimento dizendo que teve um irmão preso e o acha muito menos perigoso do que a sociedade que o condenou. Diz que maioria dos presos são brancos, porque a polícia mata um terço dos suspeitos negros. – Foi aplaudido.
Um militante questiona como inserir a luta libertária = dentro ou fora dos movimentos burocratizados como sindicatos, escolas, partidos, mst ou mesmo o movimento negro, etc…
Palestrante Zé Luis acha que a prisão é um centro de saberes e práticas criminosas, uma escola da delinquência.
“Não deve existir nenhum intelectual que diga o que fazer. Perguntemos a eles, aprisionados, o que fazer para diminuir a delinquência”
Resumo de sua fala:
- Dar voz aos excluídos
- Não construir mais prisões ou manicômios
- Não fazer prognósticos
- Olhar realidade para fazer diagnósticos
Outro palestrante observa que há várias opções no lugar da polícia:
- iluminar e pavimentar regiões vazias
- aumentar segurança
- criar espaços de lazer
–
Dicotomia dos libertários: ser aparelhamento de instituições
ou Influência / Persuadir pessoas do ideário libertário.
Palestrantes acham que é legítimo persuadir, este não é um ato autoritário, e evita a ambiguidade de participar passivamente das instituições.
Dúvida: Pensar como disseminar aquilo em que acreditamos.
Teatro Zumbi Gracioso



Foi pouca gente na feira cultural da escola, e alguns de nossos atores faltaram, mesmo assim apresentamos a peça “Zumbi Gracioso”. Saiu um pouco bagunçado, pois precisei representar o Ganga Zumba (quando na verdade deveria ter ficado na direção), mas acho que valeu. Reproduzo aqui o texto que usamos na peça, escrito por Bruno e Diana:
TEXTO DO BRUNO
Primeira parte
Feitor_ O escravo está no tronco esperando a decisão do barão e se deixar o escravo que está no troco sem castigo os outros escravos vão acreditar na história que ele está contando e vai querer fugir.
Barão_Está bem Bruno. Deite 20 chibatadas.
Feitor_Me disculpe, Barão, mas 20 chibatadas não vai nem fazer riscos nas costas dele!
Barão_Está bem! deite-lhe 50 chibatadas.
Narrador_Logo depois o feitor foi dar as 50 chibatadas, enquanto isso a baronesa estava falando com o barão. Começa um toque de música.
Baronesa_Mas já vai começar com essa cantoria!a.
Barão_Se voce não gosta deste barulho tampe os ouvidos com algodão, Candida.
Seguna parte
Narrador_No dia seguinte 3 escravos fugiram e um foi pego,o barão foi eté a senzala e perguntou para o escravo:
Barão_cadê os outros dois?
Narrador_O escravo não responde e o barão fica irritado, pega o chicote começa a bater no escravo. Acaba furando o olho do escravo.
Terceira parte
ROTEIRO DA DIANA:
1ª Cena: O senhor sentado vendo o algodão sendo colhido pelos escravos. (música do Jorge bem Jor)
2ª Cena: Feitor prende um escravo fujão. Pede a ordem do senhor para castiga-lo com chicotadas. Tem a ordem e vai ao tronco onde prende o escravo e lhe dá 50 chicotadas. (ver ‘Primeira Parte” do Bruno, acima)
3ª Cena: No quilombo Zumbi planeja com os irmãos a invasão da fazenda e libertação dos escravos. Ganga Zumba não concorda e quer aceitar acordo de paz com Portugal. Por isso os dois começam a brigar. Depois disso, Ganga Zumba morre misteriosamente.
4ª Cena: Os negros estão nas senzalas na roda de capoeira, que é a única diversão deles, o momento de alegria e lembranças; (tocar músicas de capoeira); Chega Zumbi e os irmãos do quilombo para libertá-los. O senhor descobre e manda o feitor ir atrás deles, mas eles conseguem fugir em segurança.
5ª Cena: Eles chegam ao quilombo pela manhã. Com muita alegria são recebidos e festejam a liberdade com parentes, amigos e é claro com Zumbi.
PERSONAGENS:
Dandara: Diana
Senhor: Bruno
Baronesa: Marriete
Feitor:
Capitão do Mato: Tamara
Escravo Fujão: Davidson
Zumbi: Welverson
Tio (Ganga Zumba): Vicente
Irmãos do Quilombo: Leonardo, Eric, Tamara
Contra-regra:
Convidados: Guerreiros do Brasil, Universo Capoeira
Diálogo no Quilombo.
Um irmão do quilombo entrega uma carta para o Rei Ganga Zumba:
“Senhor Ganga Zumba. O Rei de Portugal te propõe um acordo de paz com o quilombo de Palmares. Todos os nascidos no quilombo ficarão livres, os outros não.”
Ganga Zumba lê a carta.
Logo chega seu sobrinho Zumbi – Tio Ganga Zumba, vamos invadir a fazenda e libertar nossos irmãos.
Ganga – Isso não é possível. Estamos negociando a paz com Portugal.
Zumbi – Que paz que nada. Precisamos soltar nossos irmãos.
Ganga – Uma guerra só vai trazer dor.
Zumbi – Não é justo que fiquemos em paz enquanto tantos padecem escravidão.
Ganga – Também não é justo que tantos morram pelo bem de outros. Precisamos de paz.
Zumbi – A paz não traz igualdade. Esta paz é injusto, pois é para poucos. Precisamos de guerra.
Partidários de Zumbi e de Ganga Zumba se dividem, gritando de um lado “Paz” e de outro “Guerra”.
Chega Dandara, esposa de Zumbi.
Dandara – Que é isso Zumbi! Como briga com seu tio?
Zumbi – Ganga Zumba pensa com a razão, mas erra. A liberdade tem que ser para todos.
Ganga Zumba – Dandara, explique para seu marido que a guerra irá destruir Palmares. O melhor caminho é do negociação. A paz é sempre o melhor caminho.
Dandara – Zumbi, não brigue com seu tio. Vamos reunir um conselho e discutir este assunto. Vivemos para a felicidade e não para a dor. Se for possível, lutaremos também por nossos irmãos que estão escravizados, mas precisamos lutar juntos. Desunidos seremos fracos. Vamos! Façam as pazes.
Cena da Morte: Uma irmã do quilombo leva uma bebida para Ganga Zumba, que cai morto misteriosamente.
cena enterro de Ganga Zumba e coroação de Zumbi – Ganga Zumba está morto. Longa vida a Zumbi, nosso Rei
cena Ataque à fazenda, para libertar escravos. Feitor avisa o senhor:
Feitor – Chefe, tenho péssimas notícias. A fazenda está sendo invadida pelos negros quilombolas. (sai correndo com uma arma).
Senhor está preocupado. Baronesa chega assustada.
Baronesa – O que está acontecendo.
Senhor – Prepare-se. Fomos invadidos pelo capitão Zumbi.
cena final – Festa em Palmares.
– Cantos, dança e capoeira.
Narrador conta história de Palmares no alto-falante (deixar música afro baixo no fundo, depois aumentar o volume)
Narrador – O quilombo de Palmares resistiu durante quase dois séculos, tendo sido destruído apenas em 1710, após ataques do capitão do mato Domingos Jorge Velho. Zumbi morreu, mas seu sonho de justiça e liberdade continua vivo nos corações de todos os brasileiros.
SUGESTÃO DE TÍTULO PARA A PEÇA: “ZUMBI GRACIOSO”
Mais sobre o Laptop de 100 dolares

Saiu boa matéria no Estadão sobre o OLPC
http://www.estadao.com.br/tecnologia/informatica/noticias/2006/out/20/107.htm
copio imagem da notícia.
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Recebi uma boa dica do colega Carlos. Sábado dia 21/10 e domingo 22/10 está acontecendo um evento libertário na ong “Ação Educativa” – rua general jardim, 660. Até Silvio Gallo participa!
Veja mais informações em:
http://www.editorafaisca.net/coloquio.htm
Na minha escola todo mundo é igual

Excelente livro de Rossana Ramos e Priscila Sanson, foi indicado na recente revista especial sobre Inclusão da Nova Escola. Comprei este livro junto com o Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire.
Todas estas obras citadas falam, cada uma da sua maneira, sobre inclusão.
Veja trecho do livro de Rossana e Priscila:
“Na minha escola se aprende
Que não existe perfeição
E o que todos nós precisamos
É de carinho e atenção
Que bom se todo mundo
Pudesse entender direito
Que tudo fica mais fácil
Sem o tal do preconceito”
O Homem dos olhos de Raio-X

“A cidade. Como antes de nascer, subindo para o céu como um dedo de metal. Membro sem carne. Viga sem pedras. Anúncios pendurados sem apoio. Fios esticados e balançando sem postes. Uma cidade não nascida. Carne dissolvida num ácido de luz. Uma cidade de mortos” – dala do filme O HOMEM DOS OLHOS DE RAIO-X (1963) de Roger Corman .
Ando fissurado na música de Lenine, que foi inspirada neste filme:
“Quando você piscou por mim o aroma
Me despertou de um estado de coma
Quando você partiu pra mim o embaraço
Deu ferrugem nos meus nervos de aço
Meus olhos de raio x cegaram de medo, é…
Pois tua alma é de chumbo e segredo
Quando você ciscou por mim, indecisa
Eu fui a razão do riso da Monalisa
Quando você sorriu pra mim um beijo
Na hora “H” foi como detonar a bomba do meu desejo
Meus olhos de raio x cegaram de medo, é…
Pois tua alma é de chumbo e segredo
Meus olhos,Meus olhos,Meus olhos…
Meus olhos de raio x…”
http://lenine.letras.terra.com.br/letras/122969/





