Nós que aqui estamos…

A pedido de um colega professor puxei pelo e-mule o filme
Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos
de Marcelo Masagão (Brasil, 1999)
uma obra excelente. Realmente fora de padrão!
Veja uma boa resenha sobre este filme em:
http://www.geocities.com/contracampo/nosqueaquiestamos.html
Tilburi Táxi
Acho que já publiquei este texto no blog (se não neste, no anterior), mas fiquei com vontade de divulga-lo novamente:
VÁ DE TÁXI
(a partir de “tilburi de praça” – de Raul Pompéia)
Há corações fechados que são como portas de que se perde a chave.
ninguém lhes entra, sem que o milagre da sorte ensine como. então, é a imensa ventura.
Há corações de uma só porta, como as casas seguras, onde a gente entra, sem custo, instala-se, faz família dentro e aí chega a netos tranquilamente.
Há corações de duas portas, que dão entrada a um afeto
pela frente, diante da sociedade, e a outro afeto pelos fundos, escondido. o segredo destes amores de acordo é possível, mas, às vezes, mesmo em segredo eles são felizes.
Há corações hotéis, onde todo mundo entra, escandalosamente, quase simultaneamente, pagando à parte seu cômodo, sem grande intriga, nem ciúmes.
há corações favelas, que é um horror…
Mas há uma espécie curiosa de coração, um produto das sociedades desenvolvidas que vivemos, para a qual lhes chamo a atenção – é o coração volante, o coração rolante (“pedras que rolam não criam limo”), que aceita amor, mas que não fixa, daqui para ali, a tanto por hora, a tanto por mês, o coração TÁXI, que aceita o passageiro em qualquer canto, que dobra esquina, que corre, que pára, que vem, que desaparece, que passa pela gente às vezes, juntinho, sem que se possa ver quem vai dentro…
Raul Pompéia (1863-1895) é um dos maiores escritores do brasil. raramente é lembrado, se bem que muitos conhece seu romance O ATENEU (1888), obra prima sobre a escola e a sociedade de sua época, pioneira no trato do homessexualismo e do complexo de édipo. li o livro “Literatura Comentada”, com seleção e notas de mário curvello (abril, 1981) e destaquei um trecho do conto Tílburi de Praça, publicado por afrânio coutinho in Antologia Brasileira de Literatura. adaptei o trecho do texto para nossa época. que me perdoem os puristas. viva Raul Pompéia!
PROPOSTA DE PESQUISA INTERDISCIPLINAR
Para Estudantes de ciclo II, 8ª’s séries, com dificuldades de frequência ou conceito
A- Espaço
1- Desenhar mapa da região metropolitana de São Paulo, destacando o nosso bairro.
2- Levantamento da população residente no bairro.
3- Relação de nomes das principais ruas do bairro.
4- Relação de indústrias localizadas no bairro.
5- Tipos de transporte utilizados no bairro.
B- Ambiente
6- Histórico do Lixão do bairro de Perus.
7- Aspectos positivos e negativos do lixão de Perus.
C- Imigração
8- Entrevistar 10 pessoas que vieram de outros estados para morarem no nosso bairro. Elaborar roteiro de perguntas com no mínimo 10 questões. Pesquisar motivos da mudança. Transcrever as perguntas e as respostas.
Redação
9- Transforme uma das entrevistas em uma Narrativa ficcional, contando com suas palavras a história do imigrante, como se fosse uma reportagem de revista. Desenvolva um narrador (eu poético) e conte relate interessantes.
D- Estatística
10- Fazer pesquisa estatística com no mínimo 120 famílias. Perguntar o tipo de trabalho que a população de Perus exerce (formal, informal, profissão, adequação da renda), quantas pessoas trabalham na residência, idade dos trabalhadores, escolaridade, se é ou não casado e se tem filhos.
11- Construir uma tabela de distribuição de frequências com os dados da pesquisa.
12-Construir um dos gráficos estudados na aula de matemática que retrate a realidade da pesquisa.
E- História do Bairro
13- Pesquisar a história da Fábrica de Cimento de Perus.
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Os primeiros compradores.
-
O número aproximado de funcionários.
-
Origem e crescimento do bairro.
F- Saúde
14- Pesquisar doenças provocadas pela fábrica de cimento na época em que estava ativa e quais doenças são hoje provocadas direta ou indiretamente pelo Lixão de Perus (como verminoses ou problemas respiratórios).
G- Mídia
15- Citar os nomes de empresas, lojas ou placas de propagandas usadas em Perus que usam a língua inglesa.
Redação
16- Escreva uma redação argumentativa comentando esse levantamento. Na sua opinião, porque ocorre este uso da língua inglesa por pessoas que nem sempre falam inglês?
H- Expressão Artística
17- Criar para seu trabalho uma capa artística que caracterize sua pesquisa. Tente transformá-lo num livro.
ATENÇÃO: Este trabalho não é uma prova ou questionário. Trata-se de uma pesquisa que deve ser feita com seriedade e capricho. Tente fazer um texto coeso e coerente, com começo, meio e fim. Você não precisa seguir a ordem sugerida nesta proposta. Se quiser, use ilustrações. O trabalho deve ser apresentado em letra cursiva e individualmente. Lembre-se que você pode contar com a Internet, com os livros da Biblioteca e da Sala de Leitura da sua escola, além de poder visitar o Sindicato de Trabalhadores da Fábrica de Cimento de Perus, que ainda está ativo.
Kiriku e as Bestas Selvagens
Continuação de Kiriku e a Feiticeira
Eu assisti a versão em espanhol (puxei pelo emule). Acho que ainda não há nem dublagem nem legenda em português. O legal é que o Kiriku aparece do jeito que realmente é: pequenino e esperto. O título original é:
Kirikou et les bêtes sauvages (2005), 74 min.
vejam o saite oficial: http://www.kirikou-lefilm.com/kirikou.htm
Sinopsis (em espanhol):
El abuelo (avô) de Kirikou, sentado en su gruta azul, explica: “La historia de Kirikou y la hechicera fue muy corta. No tuvimos el tiempo de contarles todo lo que logró este pequeño niño. Realmente logró bellas y buenas acciones, que no podemos olvidar. Es por eso que se las cuento.”
Entonces nos cuenta como la inteligencia de Kirikou lo llevó a ser jardinero, detective, artesano de barro, mercader, viajero y medico, siempre será el más pequeño y más valiente de los héroes.
corredora Loretta Claiborne
Estou assistindo de madrugada mais um filme sobre inclusão que mostra a superação de deficiências: “A História de Loretta Claiborne”
“Poucos de nós ouvimos falar de Loretta Claiborne.
Trata-se de uma jovem negra norte-americana – hoje famosa internacionalmente – que nasceu com problemas mentais, visuais, físicos e sociais.
Nada a interessava, a não ser correr. Resolvidos partes de seus problemas, com grande esforço pessoal e incentivo contínuo de uma assistente social da equipe de educação que atendia famílias pobres, superou suas dificuldades e inscreveu-se numa organização chamada Special Olympics.
Lutou muito para chegar a disputar corridas em nível nacional.
Sua história é notável e está retratada no filme “A História de Loretta Claiborne”, dirigido por Lee Grant e estrelado por Kimberley Elise, no papel de Loretta e por Camryn Manheim, como assistente social.”
http://www.crfaster.com.br/esportes.htm
Politica e grêmio
Participei dos debates para a eleição do novo grêmio estudantil na escola onde trabalho. Apresentei uma sequência de slides e sugeri a música de abertura: Paciência, de Lenine (que ouvi pela primeira vez durante uma reunião de polo da prefeitura organizada pelo Instituto Paulo Freire):
Veja a apresentação ppt em:
http://ekalafabio.multiply.com/video/item/4?event=3&evar3=video
Paciência
ouça a música clicando aqui.
Composição: Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não…a vida nãopara)
Desligue a TV

Junto com o colega prof-carlos visitei hoje o Instituto Alana, por dica da colega prof.-Dulce, que está organizando uma campanha anti-televisão na escola (veja o saite www.desligueatv.org.br e www.criancaeconsumo.org.br.)
Conhecemos a assessora de imprensa Luciana, ganhamos algumas camisetas para distribuir para alunos e o livro “Crianças do Consumo, infância roubada” de
Susan Linn, além de um dvd com uma palestra dela.

Notícias de jornal : Educação de novo…
Notícias de jornal que chamaram minha atenção. Por sorte também recebi via e-mail! Reproduzo aqui: JORNAL DA TARDE – 18/09/2006 Escolas criam regras específicas para o uso de aparatos digitais, que só são liberados no recreio LOLA FELIX Apesar de leves e discretos, aparelhos como o iPod e o telefone celular são considerados bagagem demais pelos professores e diretores de colégios. Quando eles estão ligados, dentro da sala de aula, eles se tornam objeto de desejo (de matar) do professor. Algumas escolas mais antenadas com os tempos modernos procuram falar sobre o assunto no horário de aula. O Colégio Lourenço Castanho, na Vila Nova Conceição, criou um conjunto de regras sobre todas as parafernálias eletrônicas, incluindo msn e orkut. O iPod é usado por 90% dos alunos do colégio, que podem ouvi-lo durante os intervalos. Alguns, inicialmente, ligavam o aparelho durante as aulas. JORNAL DA TARDE – 18/09/2006 Com Rosemary Jimenez, psicopedagoga Todos estes recursos de comunicação mais ajudam ou atrapalham a vida dos educadores? Não há uma resposta específica para esta pergunta, depende da maneira como eles são usados. É impossível pensar na educação sem o computador. A internet faz parte do universo escolar. Por outro lado, o uso exagerado do iPod, por exemplo, pode levar o aluno ao isolamento social. E a educação perde sua chance de ocupar um importante lugar na sociedade. Como vocês controlam o uso destes aparelhos? Com regras e através das aulas de orientação educacional. Nelas, questionamos aos alunos o porquê do uso do iPod em um momento social. Ele pode estar se sentindo isolado, por exemplo. Qual a intenção quando se passa uma advertência ao aluno pelo uso inadequado do celular? Educá-lo para a convivência pública. Os outros alunos também gostariam de conversar com os pais dentro da sala de aula, por que só ele atende o celular? Ele precisa entender que não é o mais importante. Qual o problema no uso de sites e programas como o orkut e o MSN? Eles são bons para o aluno mais tímido, que se sente à vontade para conversar com outras pessoas. No entanto, o aluno precisa compreender o que significa ética. A tela do computador pode ser um esconderijo para pessoas que pretendem falar o que querem sem medir conseqüências. Sem contar o isolamento que ele pode ocasionar.
Quando é que ‘iPod’?
“O jovem vive com base no controle remoto. Ele consegue desligar tudo com rapidez. O iPod é uma maneira de ‘desligar’ o professor”, diz a coordenadora pedagógica do Lourenço Castanho, Rosemary Jimenez. Segundo pedagoga, ligar o aparelho na aula é também uma forma de transgredir regras sociais.
Sofia Olival, da 7ª e Gabriela Forjaz, da 8ª, tiveram sorte ao usarem o aparelho durante as aulas sem serem pegas em flagrante. Mas quem é pego ouvindo música durante a aula recebe advertência. A função, segundo Rosemary, é educar e não punir o aluno. “É importante educar o aluno para esta questão do público e do privado. A sala de aula é um ambiente público, ele não pode achar que tem mais privilégios do que o colega ao lado”, explica Rosemary. Fora da sala de aula, celular e iPod são liberados, mas educadores ainda vêem pontos negativos nisso. Usados de maneira isolada, os recursos de comunicação podem distanciar ainda mais os adolescentes uns dos outros. “Nesta fase delicada da vida, a convivência é natural e necessária ao desenvolvimento”, diz a coordenadora.
O colégio usa suas aulas de orientação educacional para discutir com os alunos o uso dos aparelhos nos momentos de convivência social. Alguns alunos, como Sofia, Gabriela, sua amiga Marjorie Samaha, da 7ª série, Carolina Guimarães, da 6ª e Felipe Moccia, da 8ª, dividem os fones com os amigos, o que diminui um pouco o isolamento social. Outros discutem músicas e bandas com os colegas.
No entanto, em alguns casos, o aluno pode estar querendo deixar aqueles fones de lado e se juntar à turma. “Se ele fica sozinho todos os intervalos, não se envolve em trabalhos, pode ser que os laços sociais estejam fracos”, diz Rosemary. Neste caso, o coordenadores entra em contato com a família. “Em muitos casos, pode ser apenas uma tristeza, mas em outros, pode indicar problemas na dinâmica familiar.”
Cara a cara
JORNAL DA TARDE – 18/09/2006
Estou pagando!
Içami Tiba
No interiorzão do Mato Grosso, soube que há aluninhos que já não obedecem os professores e ‘mandam’ neles terminando tudo dizendo estas últimas palavras: ‘Estou pagando!’ Mas isso ocorre em todo o Brasil, mesmo em São Paulo…
Nesta frase existe um preconceito de superioridade, uma exigência e uma imensa falta de educação, de preparo para a vida. Hoje vou falar somente do preconceito da superioridade. Em qualquer lugar do mundo sempre vamos encontrar pessoas no mesmo nível, acima ou abaixo de nós. Depende do critério escolhido. O mais forte (rico, culto, famoso, etc) não pode se considerar superior ao mais fraco. Merece nossa admiração pelo seu desenvolvimento. Nada é de graça. Ao mais fraco, vamos ajudá-lo e ao igual vamos nos associar. São três os verbos do bem: admirar, ajudar e associar. Um aluninho não pode se sentir superior ao professor porque é mais rico do que ele. O pai dele é o rico, não ele. Ele já está demonstrando a tirania do poder. Se nada mudar, que tipo de cidadão será ele? O professor, em classe, está acima do aluninho, mas não lhe é superior. O aluninho está no nível abaixo que ele e nem por isso é inferior. Um existe em função do outro. Não existe aluno sem professor e vice versa. Assim como não existe rico se não houver pobre e vice-versa. O aluno vai para a escola porque precisa do professor. É neste critério que ambos tem de ser avaliados, e não deslocando para a área financeira. O grande problema é este deslocamento de critérios para usar o poder em benefício próprio. Um milionário morrendo afogado pode ser salvo por um bombeiro que é pobre. De nada adianta a riqueza toda no meio do afogamento?
Inclusão virou tema
Antes tarde do que nunca. É raro que eu compre revistas em banca. Comprei a Época desta semana só por causa da capa – que aproveita o tema da novela: síndrome de down.
Veja um video da novela, mostrando a revolta a personagem Helena contra a discriminação sofrida por sua filha:
BIG LINUX

Instalei outro Linux em meu PC. Por dica que li na comunidade Linux Brasil do orkut instalei o Big Linux 3 RC3. Gostei muito! Funciona tudo, inclusive minha partição Windows. Só a imagem parece um pouco instável, mas acho que isso pode ser resolvido com a configuração adequada. Leia mais sobre este novo sistema em:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3127696
u uso BIG LINUX, comunidade que já conta com 75 membros.
http://www.biglinux.com.br/forum/
Foi onde consegui o sistema. Tem outros programas e uma série de dicas.
Vivo o uso livre e a colaboração!




