Içami Tiba

31 31UTC Julho 31UTC 2006 at 19:17 (Não classificado)

Recebi um e-mail do sindicato em que aparece este texto achei interessante:

Como ter sucesso e felicidade

Içami Tiba

O sucesso e a felicidade não dependem somente de uma pessoa fazer o que gosta. Entendendo que esta pessoa seja competente, disciplinada, ética, criativa, com iniciativa e cidadã. O sucesso e a felicidade dependem também da pessoa saber lidar com o que não gosta. Pois o que a pessoa gosta traz também algo que ela não gosta. Se as pessoas largarem o que gostam por não saberem lidar com o que não gostam, elas vão restringindo cada vez mais os seus campos de ação. Pessoas de sucesso e felizes não têm portas fechadas à sua frente. Acompanhando os jovens percebo que eles são capazes de largar uma faculdade por não conseguir superar suas dificuldades com uma ou outra matéria, outros largam seus sonhos por não conseguir estabelecer uma estratégia de realização. Esses são algumas das conseqüências de uma educação muito permissiva que aceita que os filhos não cumpram suas tarefas até o fim. Os pais destes jovens tomaram para si a responsabilidade de deixarem os filhos fazerem o que tiverem vontade. Assim, deixaram de preparar os filhos para a vida. O sucesso não é o que a própria pessoa se apregoa. O sucesso é o reconhecimento que outras pessoas lhe dão. Felicidade é uma sensação interior que se aprende a desenvolver, curtindo o que tem, sem ficar chorando pelo que não tem.
Içami Tiba, psiquiatra e psicodramatista, www.tiba.com.br

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Prova Revisiva sobre o primeiro semestre LP

30 30UTC Julho 30UTC 2006 at 19:27 (Não classificado)

AVALIAÇÃO REVISIVA – LÍNGUA PORTUGUÊSA – 8ª série

MORFOLOGIA > ADVÉRBIO

1- Reescreva as frases trocando o complemento grifado por outro advérbio ou adjunto adverbial:
a- Todo dia ela faz tudo sempre igual.
b- Agora eu sei quem me faz sofrer.
c- Isso aconteceu, nem sei mais, há muito tempo.

CONJUGAÇÃO VERBAL

2- Passe as frases da voz ativa para a voz passiva, OBSERVAÇÃO: Na voz passiva o alvo da ação se torna sujeito e o agente se torna objeto:
a- Eu defendo a educação.
b- Maria sempre atende sua irmã Celma.
c- Cada problema cria sua solução.

3- Passe as frases para o tempo pretérito (passado):
a- Todo mundo quer ser feliz.
b- Eu sempre acordo cedo.
c- Estou trabalhando.

CONECTORES INTERFRÁSTICOS

4- Observe nas frases se o conector interfrástico grifado estabele relação de: temporalidade, causa, condição, separação ou restrição.
a- Colhi a flor porque estava murchando.
b- Farei isso se você me ajudar.
c- Acordei quando o sol nasceu.

5- Reescreva as frases do exercício 4 trocando os conectores interfrásticos por outros diferentes. Explique qual o tipo de relação lógica estabelecida em cada uma das novas frases.

CONCEITO DE CULTURA

6- Escrever um pequeno texto explicando a diferença entre informação e cultura. Lembrar de jornais e livros que você tenha lido:

IMPLÍCITOS

Observe a música: Alguém me avisou
de Dona Ivone Lara

Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há (2x)
Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho

Mas, eu vim de lá pequinininho
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho (2x)

Sempre fui obediente,
mas não pude resistir
Foi n’uma roda de samba
Que eu me juntei foi aos bambas pra me distrair
Quando eu voltar pra Bahia
Terei muito o que contar

Ò padrinho não se zangue
nasci para o samba
não posso parar

Foram me chamar
Eu estou aqui o que é que há (2x)

8- Há um conselho em seu quinto verso. Qual a mensagem implícita neste conselho? Observe que se trata de uma mensagem metafórica.

RESPONSABILIDADE

9- Vamos imaginar que o eu poético da música “Foram me chamar” é um personagem. Descreva como é este personagem e explique o que ele fez antes de ir para a roda de samba aprender com os mestres (esta ação está descrita na própria música). Tome cuidado para não extrapolar conclusões a partir das informações da letra.

10- O personagem da música diz que sempre foi obediente, mas teve um bom motivo para ir contra o conselho que recebeu. Pense nisto e faça uma redação com o tema: “Quando é bom desobedecer”. Para ajudar em sua reflexão, leio o seguinte texto do dramaturgo Brecht:

O Vosso tanque, General, é um carro forte

Derruba uma floresta, esmaga cem Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista

O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.

O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar.

(Bertolt Brecht, 1898-1956)

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ORGASMO E PRECONCEITO

27 27UTC Julho 27UTC 2006 at 20:20 (Não classificado)

recebi esta mensagem do colega João – Ela complementa recente post deste blog:

ORGASMO NA TV
O preconceito que ninguém viu

Por Lígia Martins de Almeida em 25/7/2006

Que coisa mais chocante: uma senhora de 68 anos (idade para ser avó ou talvez bisavó) ir à televisão, justo na hora em que a família se reúne para desfrutar os ensinamentos da novela global, e dizer, no português claro das pessoas do povo, como resolveu sua sexualidade.
Era mesmo para dar o escândalo que deu, a ponto de obrigar o autor da novela a pedir desculpas ao público [ver "Depoimento espontâneo cria polêmica em novela"].
A imprensa tinha mesmo que registrar. Mas poderia ir além da nudez da Ana Paula Arósio ou do depoimento da vovó que ainda sabe como ter prazer. Era só perguntar como teria sido a reação do público se, ao invés de uma representante da terceira idade, pobre e negra, o depoimento tivesse sido dado por uma jovem branca e bonita, que usasse outros termos para dizer a mesma coisa. Será que as espectadoras iam ficar igualmente chocadas ou diriam que esse tipo de depoimento é educativo?
Por que o escândalo?
Uma mulher (considerada) velha dizer que tem prazer e não precisa de homem para isso rende até matéria especial da revista Veja, que classificou o depoimento de “grotesco”. O que foi grotesco: o tema abordado, as palavras usadas ou o fato de a autora do depoimento ser uma mulher mais velha e, ainda por cima, do povo?
Disfarçar, dizendo que a nudez é que causou o escândalo, é mais uma hipocrisia das tantas cometidas pela imprensa quando tem que falar de assuntos-tabu como o preconceito com as mulheres, especialmente as mulheres negras e idosas.
Falar de sexo (e mostrar) é o que a TV mais faz hoje em dia, sem escolher horário, sem se preocupar se são crianças, adultos ou idosos que a estão assistindo. Sexo e orgasmo são parte da receita dos filmes que passam até nas antigamente inocentes sessões da tarde. Sexo é tema de filme, novela, programas femininos e de anúncios diversos. Tem coisa mais grotesca do que usar e abusar das bundas femininas para vender cerveja? Mas ninguém reclama. Seria moralismo.
Então, se não somos moralistas, se no século 21 tudo é permitido, por que o escândalo? Se não foi coisa arranjada pela própria emissora, tem algo de muito podre nessa Dinamarca tropical. Se os espectadores e leitores se chocam com palavras, como se explica o sucesso de revistas femininas que usam e abusam da sexualidade, ensinando as leitoras de classe média – as mesmas que assistem à novela das oito – a ter mais prazer, a apimentar o casamento, a se satisfazer sem a participação de ninguém?

Dois pesos

A imprensa deveria ter separado o dito escândalo em dois tópicos: a nudez e o depoimento. Porque nudez não é novidade da TV. Tanto assim que até a evangélica Rede Record se rendeu aos encantos do ibope e despiu o mocinho da novela Bicho do Mato, como registra Cristina Padiglione:
“Homem pelado na tela da Record? Eram só os glúteos, calma, um banho de rio básico. Mas eis que os princípios do marketing, ou apelo à audiência, a essa altura da cobiça da rede de Edir Macedo, superam os princípios evangélicos” (O Estado de S.Paulo, 20/07/2006).
Se a novidade são os depoimentos, que agora – segundo Veja – vão passar pelo controle de qualidade da direção da Globo –, é de se perguntar porque ninguém ficou chocado com as palavras da jovem que falou sobre preconceito, em outro capítulo da novela. Se a senhora do orgasmo chocou pelas palavras, a jovem do preconceito deveria ter chocado pelo conteúdo do que disse. Mas ninguém registrou – nem os leitores, nem a imprensa – que ainda hoje os negros, quando andam nas ruas, são motivo de piada se usam o cabelo afro ao natural, sem o trato dos finos salões. Nem a mãe entrevistada por Veja, que elogia os depoimentos que falam de temas polêmicos, considerou preconceito de cor um tema a discutir com os filhos.
Para agradar ao público que se declarou chocado com a novela, os jornais publicaram o pedido de desculpas do autor e Veja fez uma grande matéria discutindo os limites da TV, terminando com conselhos para os pais preocupados. Os mesmos pais que garantiram um extraordinário ibope ao outro grande assunto da semana: o julgamento dos jovens que mataram o casal Richthofen. Um caso que poderia ser o enredo da próxima novela das oito, pois tem tudo para ser um mega-sucesso: a jovem loira e bonitinha, o namorado drogado e um crime violento.
Os jornais gastaram páginas e páginas reproduzindo as falas das testemunhas, dos acusados e de todos os envolvidos na história. E por quê? Porque é um crime de classe média em que os envolvidos poderiam ser os vizinhos de bairro ou os sócios do mesmo clube que os leitores do jornal. Mas como ninguém usa expressões “grotescas” para falar do assunto, não há escândalo, há apenas a necessidade de informar o leitor. Informar com um exagero de detalhes que não se viu, por exemplo, num outro julgamento noticiado na semana: o dos assassinos de dois namorados, mortos em Embu-Guaçu, enquanto acampavam. Como os assassinos eram bandidos comuns, o julgamento foi noticiado com a sobriedade que se espera da imprensa nesses casos.

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Flávio Aguiar fala sobre Ações Afirmativas da USP

23 23UTC Julho 23UTC 2006 at 21:51 (Não classificado)

“não se pode dar tratamento igual aos que são tratados desigualmente no mundo real”

Frase claríssima e verdadeira de meu professor Flávio Aguiar em bom texto sobre as ações afirmativas recentemente propostas pela USP e sobre a parcialidade-distorção de “nossa” inconfiável mídia:
http://cartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3246

DEBATE ABERTO

Quod erat demonstrandum*

A decisão da USP de dar aos alunos egressos das escolas públicas um adicional de 3% nas notas do vestibular levantou firme oposição interna e externa. Uma matéria da Folha de S. Paulo apresenta uma interpretação distorcida a partir de pesquisa sobre desempenho de alunos das redes pública e privada na universidade.

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Saravah

20 20UTC Julho 20UTC 2006 at 23:44 (Não classificado)

Estou assistindo agora a versão japoneza do filme Saravah (1969), do francês Pierre Barouh. É impressionate! Deixo aqui um link com uma pequena entrevista com o diretor-pesquisador:

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/2005/07/04/jorcab20050704002a.html

Destaque para a excelente participação do mestre Baden Powell, é claro. Mas tem também registro histórico de gente como Pixinguinha e João da Baiana!


Entre os extras há uma jóia-achado! Uma gravação de 1996 com o compositor Adão Xalebaradã
Gente, é impressionante! Veja o “curta: somos todos filhos da terra” sobre ele De Daniela Thomas, João Moreira Salles, Katia Lund, Walter Salles em: http://portacurtas.uol.com.br/buscaficha.asp?Elenc=8172#

Ou faça o download (são 8 mega) pelos seguintes links:
http://images.ekalafabio.multiply.com/movie/4/1153483439/1.wmv/Joao%20Xalebarada_somos_todos.wmv?enctoken=U2FsdGVkX1.88X,WVf8dsr5vpGfEPKOZJQY2r0I4YDrBiNPQAGdz.w==

http://ekalafabio.multiply.com/video/item/1

Veja uma letra dele que aparece no filme Saravah e no curta citado:

Sócrates e Platão (ou A Escolástica)

Vamos parar, vamos parar, lê, lê
Vamos parar de brincadeira
A escolástica já fez muita besteira

Vamos parar, vamos parar, lê, lê
Vamos parar de brincadeira
A escolástica já fez muita besteira

Sócrates, Platão, foram os primeiros pensadores
Participaram dessa brincadeira
A teoria, a filosofia

Já não são pratos feito do dia
Já tomaram seus devidos lugares
A ciência e a magia

Vamos parar, vamos parar, lê, lê
Vamos parar de brincadeira
A escolástica já fez muita besteira

François Chapolion foi enganado pela pedra roseta
O papa tudo para pra pensar
Que já não dá para tudo papar

Houve um milagre na biologia
No metabólico sensorial
Esse povo não quer aceitar

A fé, fantasia
O povo, barriga vazia
Na porta das igreja

Os moribundo espera o pão de cada dia
Salário mínimo que nunca cresce
Cadê o Salvador que nunca aparece

Salário mínimo que nunca cresce
Cadê o Salvador que nunca aparece
Vamos parar, vamos parar, lê, lê

Vamos parar de brincadeira
A escolástica já fez muita besteira.

—————————-música de Adão Xalebarabã

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Bom momento na novela global!

20 20UTC Julho 20UTC 2006 at 12:38 (Não classificado)

Não vejo novelas. Às vezes acompanho algumas, como o reprise de A Viagem ou a recente (já esqueci o nome…) em que aparecia a índia Serena.

Mas um capítulo que não vi mostrou algo interessante – Um depoimento falando sobre orgasmo feminino. O video está no Youtube, e faz referência a um clássico de Roberto Carlos, “O côncavo e o convexo”:
http://www.youtube.com/watch?v=7KxrdNmhMDw

O Côncavo e o Convexo

Nosso amor é demais e quando amor se faz
Tudo é bem mais bonito
Nele a gente se dá muito mais do que está
E o que não está escrito

Quando a gente se abraça, tanta coisa se passa
Que não dá pra falar
Nesse encontro perfeito, entre o seu e o meu peito
Nossa roupa não dá

Nosso amor é assim, pra você e pra mim
Como manda a receita
Nossas curvas se acham, nossas formas se encaixam
Na medida perfeita

Esse amor é pra nós a loucura que traz
Esse sonho de paz e é bonito demais
Quando a gente se beija, se ama e se esquece
Da vida lá fora
Cada parte de nós tem a forma ideal
Quando juntas estão, coincidência total
Do côncavo e convexo
Assim é nosso amor, no sexo

Esse amor é pra nós a loucura que traz
Esse sonho de paz e é bonito demais
Quando a gente se beija, se ama e se esquece
Da vida lá fora

Cada parte de nós tem a forma ideal
Quando juntas estão, coincidência total
Do côncavo e convexo
Assim é nosso amor, no sexo

(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)

http://www.meu.cantinho.nom.br/letramusic/efeitos/oconcavo.asp

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Codigo Da Vinci

18 18UTC Julho 18UTC 2006 at 12:57 (Não classificado)

Finalmente assisti o filme Código Da Vinci. Até gostei. Achei melhor que o Superman (que também é bom filme, mas pelo qual esperava com mais ansiedade…).

Acho que o grande mérito do filme (e principalmente do livro de Dan Brown), foi trazer a público uma discussão inteligente, que polemiza certezas religiosas, iluminando o lado feminino da espiritualidade, há tanto tempo oprimido pela elite masculina. Valeu.

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Conceitos de Liberdade: Richard Stallman

18 18UTC Julho 18UTC 2006 at 12:19 (Não classificado)

Há vários tipos de liberdade. Infelizmente, em nosso mundo capitalista, a única liberdade defendida é a de “comprar”. Mas esta está restrita a poucos indivíduos, tal como ocorria entre os aristocratas da época clássia…

Richard Stallman discute o conceito de liberdade no uso de programas de computador. Vale uma consulta:
Cuidado. Seus programas podem ter aprisionado você e seu computador”
http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=7995

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Sabotage

17 17UTC Julho 17UTC 2006 at 11:53 (Não classificado)

A dica é Sabotage (veja imagem no antigo blog). O que esse cara falou ainda vale. Consultem clipes (inclusive um documentário de meia hora!), músicas e letras no saite tributo: http://sabotagehp.vilabol.uol.com.br/secao/bibliografia/index.htm

Já antecipo um link, que peguei no C.M.I., mas é do saite acima:

http://brasil.indymedia.org/media/2004/09/291154.wmv

com a música “Um Bom Lugar”

by Sabotage

Sou Sabotage, um bom lugar Se constrói com humildade é bom lembrar Aqui é o mano sabotage Vou seguir sem pilantragem, vou honrar, provar. No Broocklin to sempre ali Pois vou seguir, com Deus enfim. Não sei qual que é, se me vê dão ré Trinta cara a pé do piolho vem descendo lá na onde ferve Diz que breck enlouquece breck Só de arma pesada, inverno em massa Viveu deitando a minha quebrada basta Eu registrei vim cobrar sangue bom Com idéia quem tem, não vai tirar a ninguém Meditei, mandando um som com os irmãos da Fundão Volta ao Canão se os homens vim Espaço grandão Rap é o som E mora lá no morro, só louco A união não tem fim Vai moscar, se envolve Jão Já viu seus pivetes, dizer que rap Quer curtir o que te fortalece Nunca esquece, quem conclui é o mestre, basta Que longe vou, bem como tolo poupo, pra conseguir forte dor Tem que depor e não voltar sujou, Bem vindo ao inferno, aqui é raro, eu falo sério Pecados anticristos e mortal patifaria ai meu Vai batalhar tenta a sorte, seja forte Só o destino aqui resolve Qual é cabulinho só saldades Fez da vida por aqui de mente erguida Sem mentira com malicia me passou lição de vida (Refrão) Um bom lugar Se constrói com humildade é bom lembrar Aqui é o mano sabotage Vou seguir sem pilantragem, vou honrar, provar. No Broocklin to sempre ali Pois vou seguir, com Deus enfim. Hei cara simples Gostavam mais de ouvir e aprender Até que, fatalidades com certeza e é o seguinte Sempre assim, maquiavelick, maldade se percebe aqui Cuidado é falsidade estopim Dois mil graus É ser sobrevivente E nunca ser fã de canalha A luta nunca vale experiente É Santo Amaro à Pirituba o pobre sofre, mas vive A chave é ter sempre resposta Àquele que infringe a lei na blitz Pobre tratado como um cafajeste Nem sempre, polícia aqui respeita alguém Em casa invade, a soco ou fala baixo ou você sabe Maldade, uma mentira deles dez verdades Momentos oculares é respeito Estilo um cofre Só leva os fortes Filhos do vento um super homem Pra cada vez tem um largado atrás do poste Onde fama é capaz de entrar um irmão pros homem Fuja se jogue, o vaps não se envolve Anda só, nasce o respeito é lei ta bem melhor Tipo madeira, estilingue Exige uma forquilha Rap é mili dia, um integrante da família Com uma idéia fixa Que atinge a maioria, que ainda acredita Plano B, periferia Hoje quem pratica Ta lidado que é o que liga Por que vira Do ano 2000 pra frente Homens do passado, pensando no futuro, vivendo no presente Há três tipos de gente Os que imaginam o que acontece, Os que não sabem o que acontece, E nós que faz acontecer, O bolo, guacê Unidos à gente fica em pé Dividido a gente cai Quem falha cai Um biribaibaibai A colaboração do som é a carta na mesa Aqui rima: Black Alien, Sandrão, Helião, Sabotage À vontade na balada desde ontem à tarde Habilidade é o Álibi no Bix, Granja Man, Zé gonzales Quem ta no erro sabe Cocaína no avião da FAB Ninguém vai deter o poder O crime, de lá crime de Niterói-SP PHD em PHC no país de FHC Dream Team da rima, essa união me da alta estima. Mexe das armas do microfone a esgrima Vê se me entende, o estudante aprende, O professor ensina O verbo que fortalece como vitamina Contamina, na nova velha escola Como o vírus ebola Beach (Refrão) Um bom lugar Se constrói com humildade é bom lembrar Aqui é o mano sabotage Vou seguir sem pilantragem, vou honrar, provar. No Broocklin to sempre ali Pois vou seguir, com deus enfim. Sobreviver no inferno A obsessão é alternativa Eu quero o lado certo Brooklin, Sul, paz eu quero, prospero Eu vejo um fim pro abandono Deixa rolando, ninguém aqui nasceu com dono Mas por enquanto, ainda tem muita mãe chorando Alguns parando, trampando ou se recuperando Do eterno sono Tipo Rafinho e o Adriano Me lavo em dobro O livramento vem pros manos Tem que ter fé aqui sim, tem que insistir Humilde, só assim para progredir enfim Quero juntar assim com os manos Protestar o preconceito daquele jeito Eu sei que vou traçar os planos Cantar pras minas e os manos Eu me emociono Eu não me escondo Me levantando como deve ser Lá vem polícia Sai da pista, cela a vista baby Andar de monte a chave à cara é ter Deus em mente Longe daquela e dois pente Há quem não precise Entende, Sonic, Ciclone Ágil, Ulisses e resistente brooklin, Sul, Canão sobrevivente A gente, a gente, a gente Sou sabotage Um bom lugar Lugar, lugar, lugar, lugar Um bom lugar, ha, ha Ha, ha, Um bom lugar, lugar Ha, ha, ha (Refrão) Um bom lugar Se constrói com humildade é bom lembrar Aqui é o mano sabotage Vou seguir sem pilantragem, vou honrar, provar. No Broocklin to sempre ali Pois vou seguir, com Deus enfim.

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Democracia e Anarquismo

15 15UTC Julho 15UTC 2006 at 8:08 (Não classificado)

Texto que retiro da comunidade orkut MOVIMENTO LIBERTÁRIO UNIFICADO

Diálogo:

DEMOCRATA: Ouvi dizer que te dizes um verdadeiro defensor das ideias democráticas. Todavia, criticas democratas que, como eu, afirmam que a democracia deve ser a forma de governar o estado.

ANARQUISTA: Pois claro. Não podes transformar um mau estado num bom estado só por torná-lo democrático, do mesmo modo que não podes transformar um peixe podre num peixe fresco temperando-o com um molho especial.

DEMOCRATA: Caro amigo, deixa-me dizer-te que a tua metáfora cheira mal. Pareces pensar que um estado é inerentemente mau; contudo, não poderíamos viver uma vida decente sem um estado.

ANARQUISTA: Acho que quando ouvires o meu argumento, poderás aprovar a minha metáfora. Julgo que aprovas as minhas premissas e, se assim for, não vejo como podes discordar da minha conclusão.

DEMOCRATA: Vamos ver.

ANARQUISTA: A minha primeira premissa é que ninguém é obrigado a apoiar ou a obedecer a um mau estado.
O que torna esta afirmação poderosa é que ela não é apenas defendida pelos anarquistas, mas faz parte do conjunto de crenças do mundo ocidental de hoje. Como certamente concordarás, apesar de a defesa desta afirmação ter uma longa e complexa história no pensamento ocidental, ela ganhou nos tempos modernos uma aceitação geral.

DEMOCRATA: Eu não discordo disso.

ANARQUISTA: Exactamente! A força do nosso argumento é que assenta em premissas que a maioria de nós aceita. Neste século, o terror, a brutalidade e a opressão sistemáticos dos regimes totalitários converteram o que poderia ter sido uma proposta defensável numa afirmação quase incontestada. Democratas, liberais, conservadores, radicais, revolucionários, cristãos, judeus, muçulmanos, ateus e agnósticos, todos concordam connosco quando dizemos que nenhuma pessoa tem a obrigação de apoiar ou obedecer a um estado opressivo.

DEMOCRATA: Mas a questão é que um estado democrático não é um estado opressivo.

ANARQUISTA: Não tires conclusões sem antes escutares o que tenho ainda para dizer. A minha segunda premissa é que todos os estados são opressivos.
Aqui também nós, anarquistas, adotamos uma crença largamente partilhada. Hoje em dia a opressão é geralmente entendida como uma característica essencial da própria definição de estado. Entre as características específicas que distinguem um estado de outras associações está a sua capacidade de impor sanções severas e até violentas sobre as pessoas que violam as suas regras ou leis.

DEMOCRATA: Eu dificilmente contestaria uma idéia tão elementar. Como qualquer estado, um estado democrático usará a opressão para fazer cumprir as leis democraticamente estabelecidas, se isso se revelar necessário.

ANARQUISTA: Estou contente por, até agora, estarmos de acordo. Estou certo que também concordarás com a minha próxima premissa que é a seguinte: a coerção é intrinsecamente má.
Mais uma vez, nós anarquistas, defendemos uma afirmação que poucas pessoas poderão contestar. A coerção significa forçar alguém a obedecer a algo, ameaçando física ou emocionalmente aqueles que se recusam obedecer. Na medida em que a coerção é bem sucedida as pessoas são obrigadas a obedecer às leis a que se opõem. Se a ameaça não resulta e a pessoa que desobedece é punida, o resultado é em geral o sofrimento físico na forma de prisão ou pior. Defender que conseqüências como estas são boas em si, ou mesmo neutras, seria perverso. Se pudéssemos atingir os nossos fins sem o uso da coerção e da punição, certamente que todos nós dispensaríamos esses meios.

DEMOCRATA: Não vou discutir a tua terceira premissa. Pelo contrário, nós democratas argumentamos que uma razão pela qual um estado deve ser democrata é precisamente porque um estado não é simplesmente uma associação voluntária. É porque possui a capacidade de coagir que um estado é potencialmente perigoso. Para garantir que o enorme poder de coagir de um estado seja usado para o bem público e não para o mal, é muito mais importante que o estado seja democrático do que qualquer outra associação privada o seja.

ANARQUISTA: Enquanto as minhas primeiras três afirmações podem ser facilmente aceites, a quarta já não o é: uma sociedade sem um estado é uma alternativa viável a uma sociedade com um estado.

DEMOCRATA: Todavia, essa afirmação é absolutamente essencial para os anarquistas. Sem ela o anarquismo seria apenas a apresentação de um problema filosófico para o qual não teria nenhuma solução.

ANARQUISTA: Claro. É a partir dela que vou defender a visão anarquista da sociedade na qual indivíduos autônomos em conjunto com associações voluntárias conseguem executar todas as atividades necessárias à realização de uma vida boa. Nós somos contra todas as formas de hierarquia e de coerção, não apenas no estado, mas em qualquer tipo de associação.

DEMOCRATA: Apresenta então o resto do teu argumento.

ANARQUISTA: Vou apresentar o meu argumento de uma forma esquemática.

1. Todos os estados são necessariamente coercivos e, por isso, são necessariamente maus;

2. Todos os estados são necessariamente maus e, por isso, ninguém tem obrigação de obedecer ou apoiar qualquer estado;

3. Porque todos os estados são necessariamente maus, porque ninguém tem obrigação de obedecer ou apoiar qualquer estado, e porque uma sociedade sem um estado é uma sociedade viável, todos os estados deveriam ser abolidos.

Segue-se daqui que mesmo um processo democrático não pode ser justificado se apenas apresenta procedimentos, como a regra da maioria, para fazer aquilo que é inerentemente mau fazer, isto é: permitir que algumas pessoas coajam as outras. Um estado democrático continua a ser um estado, continua a ser coercivo e continua a ser mau.

Robert A. Dahl
Traduzido e adaptado por Luís Filipe Bettencourt
Excerto retirado de Democracy and its Critics, de Robert A. Dahl (Yale University Press, 1991, pp. 39-42).

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