30 30UTC Outubro 30UTC 2005 at 15:41 (Não classificado)

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Xul Solar

30 30UTC Outubro 30UTC 2005 at 15:24 (Não classificado)

Infelizmente, não sei muito sobre Alejandro Xul Solar, nem sobre o ocultismo que ele pesquisava. Mas assim que fiquei sabendo da exposição na Pinacoteca do Estado fui correndo dar uma olhada porque há muito tempo ouço falar deste artista.
Sei que ele ilustrou livros de Borges e foi leitor de Aleister Crowley e Helena Blavatsky – Na pincoteca estão expostos exemplares dos livros que ele lia!

É um “experimentador”, no sentido de buscar novas formas de expressão, muito próximo do surrealismo e da arte primitivista.
Achei alguns sítios que falam sobre ele e valem a consulta:

http://www.ciencia-hoy.retina.ar/hoy37/xulsolar4.htm

http://www.paseosimaginarios.com/xul/aleistercrowleyhombreobestia.htm

http://xulsolar.org.ar/index1.htm

Tudo em espanhol.

—————————————–
Dicas de sítios

Achei dois arquivos de trailers. Tem até Greta Garbo!
http://digitalhistory.uh.edu/trailers/trailers_year.cfm

http://henancius.martin-scorsese.net/henancius/trail_t.html

Este outro traz dicas sobre Língua Porguesa. Ainda não sei julgar se vale a consulta (ou se é inútil como a maioria dos sítios de dicas), mas deixo registrado:
http://www.linguativa.com.br/dicas_busca.asp

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Palestra de Ferréz

27 27UTC Outubro 27UTC 2005 at 8:55 (Não classificado)

Assisti ontem numa biblioteca municipal palestra do escritor Ferréz.
Como sempre (nos artigos e na transcrição de palestra do sesc que li, e no programa sobre “literatura marginal” da tve que assisti) foi crítico e engajado, dando conselhos para os jovens sobre o valor da literatura e o esforço pessoal.

Um momento alto foi a parábola da mancha que ele contou. Num dia de melhor vontade vou tentar reproduzi-la por escrito.

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Proposta de Trabalho como Educador Comunitário

27 27UTC Outubro 27UTC 2005 at 8:51 (Não classificado)

Proposta de Trabalho como Educador Comunitário na EMEF XXX
São Paulo, 27 de outubro de 2005

– De acordo com a Portaria 6617, 11/10/2005 do Diário Oficial da Cidade de São Paulo 12/10/2005, página 15.
.

Pretendo participar do projeto “São Paulo é uma Escola”, atuando como Educador Comunitário em projetos que promovam a utilização dos recursos da cidade e prioritariamente do entorno da escola EMEF XXX, desenvolvendo ações que contemplem a comunidade como espaço de aprendizagem. A referência será o desenvolvimento de atividades com temáticas como ética, direitos humanos, convivência democrática, inclusão social, saúde, reciclagem, ecologia e diferentes linguagens de comunicação social, dando prioridade a atividades que favoreçam o desenvolvimento de práticas competentes de leitura e escrita.
Atuando como professor e em sintonia com as ações do Pré e do Pós-Aula, espero fazer a ponte entre os recursos do CEU, as novas propostas da SME, Secretaria Municipal de Educação, e o Projeto Pedagógico de nossa EMEF.
Não tenho experiência como educador comunitário e estou atuando como professor há apenas quatro meses, por isso desde já comprometo inscrever-me no curso de “Educador Comunitário” assim que a SME abrir novas turmas, conforme solicitado pela Portaria 6617.
Entretanto, deixo claro que me sinto plenamente capaz de contribuir para o sucesso do programa “São Paulo é uma Escola”, por serem seus objetivos uma preocupação pessoal; passei grande parte do meu curso de graduação e de licenciatura fazendo pesquisas no caminho de uma nova educação, mais democrática, participativa e integrada com a sociedade.
Como parte das atividades de educador comunitário atuarei junto com os arte-educadores do projeto pré e pós-escola, estabelecerei contatos e parcerias com a comunidade, o comércio local e aparelhos culturais do município de São Paulo e, já que sou graduado em Língua Portuguesa, poderei formar oficinas de redação com até 20 alunos por turma.

Pequeno Resumo de meu Percurso Profissional

Tirei meu título de bacharel em Letras pela FFLCH/USP em 2004 e no início do ano de 2005 fui licenciado como Professor de Português pela FEUSP, que continuo a freqüentar às quintas feiras, à noite, cursando licenciatura em Lingüística. Atualmente sou professor de Português no primeiro período, dando aulas paras as turmas, 5ª B, 6ª A, B e C e 8ª B.
Antes de trabalhar como professor fui Auxiliar Técnico Educacional, trabalhando em secretarias de escolas públicas por quase dois anos. Conheço bem a rotina escolar e estou acostumado a tratar com sua diversidade de público.
Trabalhei por quase oito anos numa única empresa particular, transportadora de encomendas e passageiros rodoviários. Nesta empresa desempenhei várias funções, de auxiliar de carregamento e vendedor de bilhetes rodoviários até encarregado de agência, estando acostumado a serviços de responsabilidade e trabalho em equipe.
Espero sinceramente que minha experiência prática e teórica, que agora se consolida na sala de aula, me tornará capaz de buscar um novo sentido para a educação através do trabalho diferenciado de Educador Comunitário.

Atuação Conjunta

Tenho um entrosamento profissional bastante satisfatório com a Direção e a Coordenação da escola e estou disposto a buscar parcerias com lideranças comunitárias da região, artistas e comerciantes, além de outros mecanismos públicos como Postos de Saúde e até mesmo outras escolas.
Nossa escola está localizada numa região privilegiada, tanto em termos de construções, quanto em termos de recursos naturais, mas também sofre com uma série de dificuldades típicas de São Paulo, como a pobreza, o lixo e a poluição; o que exige que sua população seja chamada para uma ação mais política e pedagógica, a fim de garantir melhorias na região e a formação de uma nova geração de cidadãos capazes de agir com mais eficiência contra os problemas que hoje enfrentamos. Creio ser esta também uma articulação que pode ser favorecida pelo Educador Comunitário, transformar a cultura em algo vivo, uma ação do hoje.

OS RECURSOS DA LINGUAGEM

Método de Ensino

Precisamos prever posturas para nós educadores sermos mais eficientes na formação do educando, no mínimo, em termos de comunicação (no mínimo) na modalidade escrita. Digo no mínimo, porque na medida do possível (sempre) deve ser levada em conta a modalidade oral, predominante em nossa comunicação, que exerce grande influência na escrita. Muitos dos chamados “erros” de escrita, suspeitamos, são na verdade transposições pouco trabalhadas da linguagem falada; por outro lado, alguns alunos competentes na escrita, são confusos e tímidos na comunicação oral.
Uma primeira postura é não pré-julgar. Isso está sugerido nas experiências escolares dos quais temos notícia. O educador deve ser também um pesquisador – não para criar teses e teorias, mas para entender seus educandos e construir, em conjunto com estes, uma prática educativa eficiente. Os seus problemas, suas potências, suas necessidades práticas não devem ser “adivinhados”, mas buscados.
Em material oficial da prefeitura de São Paulo, Vale e Couto (2003) dizem que “A pesquisa do universo vocabular, das condições de vida dos educandos é um instrumento que aproxima educador-educando-objeto do conhecimento numa relação de justaposição, entendendo-se essa justaposição como atitude democrática, conscientizadora, libertadora, daí dialógica”. Mas isso não é algo “dado” ao educador. Mesmo nesta prefeitura ou nos melhores sistemas de ensino os recursos para a “pesquisa” dentro do processo educacional (por exemplo: horas livres) são escassos, se não inexistentes. A propaganda está longe da realidade.
A questão do currículo, a decisão sobre o que e como deve ser ensinado, o conceito de “projeto político pedagógico” devem ser repensados com vistas a criar uma escola com este tipo de abertura e autonomia para o educador. Esse é também um espaço, assim como a autoridade na sala de aula, que precisa ser conquistado pelo educador. Mais um detalhe: se a família precisa ser conquistada para participar com a escola no processo de ensino do educando e na reconstrução dos conceitos “escola” e “sociedade”, também esta é uma obrigação para a qual o educador precisa se preparar. Para muitos, a escola é o único espaço público acessível, sendo talvez o melhor espaço para se desenvolver a cidadania.
O mundo mudou. A escola está mudando. O que ela é parece um problema, o que será é uma promessa. Tenho plena consciência, como profissional na linguagem que sou, de que só há uma prioridade: ler e escrever.
Mas não podemos limitar esta capacidade de leitura à palavra escrita, nem tão pouco o alvo desta leitura aos conteúdos comuns da escola. Como diz Paulo Freire, precisamos aprender a ler o mundo, de uma maneira crítica, de uma maneira ativa. O projeto “São Paulo é uma Escola” e a atuação do Educador Comunitário devem ter isto como meta, o tempo todo.

Compromisso

Uma coisa curiosa. Não falta tanto ao educador “carinho” por seus educandos. Há quem diga isso, que o professor deveria demonstrar mais atenção e emoção por seus alunos. Mas as demonstrações de carinho entre educadores e educandos são freqüentes. Nós gostamos de nossos alunos. De forma que não é esta a chave para se combater as falhas de aprendizagem que a nós todos preocupa.
O problema não é ser atencioso ou exigente, mas reconhecer a identidade do educando, lhe fornecer meios para gostar (em vez de odiar) o conhecimento e ter a oportunidade de refletir este conhecimento e a sua própria situação no mundo, como cidadão de direito e dever no uso e re-criação deste conhecimento.
O principal conhecimento é o uso competente da linguagem. Se o educando não aprende a usar a linguagem, dificilmente será capaz de desenvolver uma postura social contra a violência e a exclusão social. Se a prática de ensino da comunicação e da expressão escrita for uma imposição, dificilmente o educando irá descobrir o saber do aprender por prazer. É isso o que o educador deve propor. Não a mera coleta de “informações” na leitura, mas a leitura pelo entendimento crítico. Não a mera técnica da escrita, mas a escrita da arte, da clareza e do prazer.
Novamente reafirmo que o projeto “São Paulo é uma Escola” pode ser uma ferramenta para tanto, na medida em que seduzir os educandos para agirem na escola, e na nossa cidade, como sua propriedade, como seu espaço de crescimento. Eliminar a falsa idéia de que a escola é um espaço de “doação” e simples “socialização”, para criar um verdadeiro centro social de criação cultural ou, como diz a sigla CEU, um centro educacional unificado. O estudo não está preso na sala de aula e, com certeza, o aprender precisa do fazer.

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Blade Runner

26 26UTC Outubro 26UTC 2005 at 16:26 (Não classificado)

Sempre é preciso voltar a este clássico. Estou procurando a versão em DVD para usar num projeto que estamos desenvolvendo na escola.

Dica: comentário sobre o conceito de “cidade futurista” do filme

http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq053/arq053_01.asp

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Morfologia

24 24UTC Outubro 24UTC 2005 at 8:55 (Não classificado)

Dica de texto de Paulo Leminski
http://acd.ufrj.br/~pead/tema10/lingliteraria.html
Linguagem Literária e criação de vocábulos

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Aquisição de Linguagem

21 21UTC Outubro 21UTC 2005 at 11:24 (Não classificado)

Aquisição de Linguagem é o tema que estou pesquisando agora para um seminário de linguística que irei apresentar com um grupo daqui 2 semanas.

Já achei alguns sítios interessantes sobre o assunto.

http://www.pedagobrasil.com.br/cantinho/vmartins31.htm

www.unipinhal.edu.br/ojs/falladospinhaes/ include/getdoc.php?id=13&article=3&mode=pdf

http://comciencia.br/reportagens/linguagem/ling17.htm

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rapper MV Bill pelo desarmamento

20 20UTC Outubro 20UTC 2005 at 8:59 (Não classificado)

CULT – Como você vê a questão do desarmamento no Brasil? Pretende votar contra ou a favor do comércio de armas de fogo?MV Bill – Nenhum dos argumentos daqueles que são contra a proibição me convence. Voto sim. Voto a favor da vida, sempre. Quem tem que andar armado é bandido ou polícia, o povo tem que exigir segurança do Estado. Agora, achar que um bandido vai ficar intimidado de entrar numa residência porque lá pode ter uma arma é, no mínimo, inocência. Se você é assaltado e pego com uma arma a morte é instantânea. Vivemos um momento em que os bandidos invadem delegacias, presídios e atiram granadas em camburões. Será que a posse de um [revólver] 38 é a nossa grande resistência?

cito de entrevista no sítio: http://revistacult.uol.com.br/site_mvbill.htm

Dica do colega ALEXANDRE do orkut

“É legal todos darem uma olhada nas matérias publicadas no Jornal da USP antes de votarem no Referendo de Domingo…

Para quem não pegou o jornal, pode acessar pelo endereço:

http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2005/jusp740/pag05.htm

Abraços, bom voto! “

“…Eu não tinha arma ao alcance. Tivesse, também, não adiantava. Com um pingo no i, ele me dissolvia. O medo é a extrema ignorância em momento agudo…” (Guimarães Rosa)

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Teoria da Fraqueza Humana

19 19UTC Outubro 19UTC 2005 at 17:24 (Não classificado)

Ando com preguiça de escrever. Assim resolvi recuperar alguns textos de que ainda gosto (como o que aparece no post comemorativo de 2 anos do blog). Segue mais um, dividido em duas partes:


Teoria da Fraqueza Humana

O excesso de sentimento, violência ou carinho – ou, ainda, o automatismo técnico, “educação” formal, postura profissional alienada podem revelar a verdade oculta. Há medo nas relações. Fobia e trauma no contato um-outro um.

E o medo não está tanto no poder do outro, quanto na fraquesa do Eu.

Por este prisma, o que uma pessoa está procurando quando se apaixona (tenta, finge ou, sem querer : ama) não é tanto o prazer, mas segurança. Alguém para se abrir sem ter medo de ser destruído. Muita vez as agressões domésticas são toleradas porque a vitima julga que poderia sofrer ataques piores do lado de fora.

E não existe paixão à “primeira vista”, uma simpatia imediata ou atração física faminta? Existe, é visível. Mas muito provavelmente filtrada pela intuição, que busca (insconsciente) o tipo físico ou intelectual que supostamente manifesta uma segurança sentimental e, até, espiritual – no sentido de transcender os limites do tempo humano.

A escolha sempre será errada (com ou sem amor sincero, com ou sem critérios conscientes de avaliação) porque o Um sempre é vulnerável a Outro um – & sempre somos agressores.

P.S.: Pego o exemplo (e peço desculpas por isso) de minha vizinha Lena. Trabalhadora esforçada e de ótimo bom humor, apesar de visivelmente melancólica ou instisfeita. Tem tres filhos pequenos e sempre soube que o marido a traía (segundo dizem as más línguas, era “garoto de programa”, já ela era camareira); mas pareciam viver com poucos conflitos.

Entretanto, quando o mesmo a abandonou para ficar com uma amante, que teve um filho dele, ela passou a beber todo tipo de bebida alcóolica, tomou veneno tentando o suicídio (de rato, que hoje em dia, felizmente neste caso, já não funciona como no passado) e finalmente foi internada no Juqueri com sinais de disturbio psíquico.

Ou seja, foi destruída. É claro que o ser humano é mais forte do que a dor – & apesar de ser tão inesperada tal fraqueza, numa mulher que julguei mais forte do que a média, mas totalmete justificável tal a confiança que as pessoas depositam em “longas relações”, tenho fé que ela conseguirá, com auxílio adequado, recuperar seus cacos & cicatrizar mais bela e amadurecida – ainda que, com certeza, mais amarga. Amargura.

A MÁSCARA DA BONDADE

Se as pessoas usam máscaras para se protegerem – escudos contra o medo do contato Um-outro Um, onde então poderiamos localizar o “homem bom”?

Como posso julgar um indivíduo (indivisível de si mesmo) como bom se ele não age da melhor maneira possível em todas as situações? & como poderia julgar alguém como mal? – Certa convenção, técnica, pune aquele que quebra a lei escrita, independente de qualquer julgamento de maldade ou bondade. Mas a lei pode não ser o mais “certo” para a realidade presente &, de qualquer forma, nunca é aplicada da mesma maneira para todas as pessoas. Há manipulação da realidade.

Obviamente, não busco um ser perfeito, que além de anjo seria santo, por ser forte, ciente e humilde. Mas é preciso que Um nunca se esqueça de quem realmente é & decida por si mesmo a melhor postura. Coesão. Coerência.

originais de 06set2003

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