Pedra não é gente ainda

31 31UTC Julho 31UTC 2005 at 15:04 (Não classificado)

procurei pela rede a letra desta música. não achei nem no site do pepeu gomes! então tentei transcreve-la.

PEDRA NÃO É GENTE AINDA
(Caramez – Pepeu Gomes)

quem
não respeita a natureza
não dá força pra beleza
não considera a vida

é pedra não é gente ainda

quem
não constrói com trabalho
polui e destrói tudo
não acredita no amor
que a gente quer um outro mundo

quem
não respeita a natureza
não dá força pra beleza
não considera a vida

é pedra não é gente ainda

não considera a vida

é pedra não é gente ainda

eu vou te tocar
você vai me levar

pra um caminho de luz
um caminho de paz

ser feliz pra valer
há de ter liberdade

um caminho de luz
um caminho de paz

você não sabe o bem que me faz…

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Vinhas da ira

30 30UTC Julho 30UTC 2005 at 8:55 (Não classificado)

assisiti no corujão da globo o clássico “as vinhas da ira” de john ford. incrível! triste, forte, impactante… alguns filmes brasileiros que falam sobre boias-frias, seca e retirantes lembram muito a sua temática; como o clássico “mais que a terra” (que comentei em post anterior).

vale a pena conhecer os discursos finais de tom e de sua mãe

mais ou menos assim: não temos uma alma exclusiva. temos todos parte da grande alma – e onde houver alguém protestando, eu estarei lá… onde houver alguém com fome, eu estarei lá… e estarei também quando todos puderem sustentar sua própria casa…

os ricos aparecem e morrem. mas nós é que vivemos. nós somos o povo…

o tema do discurso, além de esquerdista e populista (como observa a crítica) , é também feminista e libertário! vale a pena.

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Segundo dia de professor

26 26UTC Julho 26UTC 2005 at 20:28 (Não classificado)

Tudo ocorreu muito bem – até a última aula, que considei um desastre. Quando cheguei na sala só havia quatro alunos; como o professor de matemática me avisou no caminho, todos haviam descido até a secretaria para retirar o Leve-leite. Quando voltaram tentei dar a aula, mas todos estavam agitados e desconcentrados além do natural, talvez por ser uma aula “tardia” em que ninguém queria participar.

>SonhoS<

Na noite de ontem tive um sonho que vale o registro.

Me parece que já tive um (ou mais de um) sonho muito parecido – em que ando por uma espécie de calçada ou pista de concreto estranhamente escorregadia. A pista fica beirando um tipo de esgoto. Desta vez não estava só. Havia outras pessoas comigo – não sei dizer quem, nem quantos. De repente começo a escorregar e caio (é como se o chã fosse feito de sabão!), peço ajuda e um dos que me acompanham me segura; ele não aguento; grito para que ele peça ajuda a outra – demora um pouco, mas finalmente alguém ajuda – chego me molhar na água suja do esgoto, mas sou resgatado.

O que poderia significar?

Parece fácil. Sinto-me inseguro ou sinto-me em território inseguro, mas acho que não estou sozinho. Ou estou?

Curioso que peguei o hábito de achar que os sonhos possuem sinais premonitórios. O motivo? Olhe a primeira postagem (razão de origem do meu blog) em http://urfabio.blogger.com.br

Bem…

Ocorre que hoje aconteceu dois fatos interessantes. Enquanto andava pela escola percebi como o piso é escorregadio – em certo momento, quanto tive um pouco mais de pressa, quase cai. Ao entrar na 5ª B uma surpresa: uma aluninha estava com a perna quabrada. Como quebrou? Depois me contam que caiu… na escola.

No caminho devolta para casa, andando a pé, passei coincidentemente por um tipo de córrego – usado (como é tradição por aqui) como esgoto. Dois jovens passaram por mim de bicicleta – muito rápido. Nada demais. Entretanto, se tivessem relado em mim, eu teria caído.

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O primeiro dia a gente nunca esquece

25 25UTC Julho 25UTC 2005 at 19:25 (Não classificado)

Primeiro dia de aula como professor adjunto.

Acho que foi normal. Poucos estudantes após as curtas férias. Uma 5ª e 3 6ª’ s séries.
Apresente-me e passei uma atividade bem simples, sobre pontuação. Acho muito cedo para uma avalição por escrito.
Todos ficaram muito felizes com a troca de professor – parece que o anterior solicitava muitas atividades do livro didático e,
segundo os alunos, não explicava.

O mais interessante foi durante a hora “coletiva” (que eles chamam de P.E.A.). O tema foi reciclagem de papel.
Chegamos a fazer algum planejamento. Uma professora de educação artísitica, que conhece alguns processos, explicou-nos
como poderia ser feito e outra professora sugeria a compra de alguns equipamentos ou o uso de alternativas mais viáveis.

Entretanto um pouco antes discutimos a situação de crise política atual do PT e do presidente LULA. Muito interessante.

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Auto retratos

24 24UTC Julho 24UTC 2005 at 18:31 (Não classificado)

longa vida aos blog’s.

há várias notícias enaltecendo o novo valor jornalistico do blog! mas não é só isto não. os blog’ s em alguns casos parecem funcionar melhor do que os “portais” (uma idéia de gênio nesse labirinto infinito que é a internet – que coloco no mesmo nível das ferramentas de busca e dos sistemas de compartilhamento) para coletar / separar informações e indicar links úteis (otimizando o tempo de pesquisas).

vai uma dica ótima: http://www.autoretratos.blogger.com.br/

com poemas, prosa, trechos de reportagens e pinturas com o tema “auto retrato”. ótimo! lá achei uma música do juca chaves que estava procurando. o nome da música? – AUTO-RETRATO.

o último post é de 16.6.05 com o poema cogito do mestre torquato neto.
todo o trabalho é muito bem ilustrado (neste último, por exemplo, há um fac-símile do poema) e repleto de links que mostram o cuidado de sua pesquisa (veja o linka na palavra “cogito” acima, que copiei do blog!).

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concerto nº 3

24 24UTC Julho 24UTC 2005 at 11:20 (Não classificado)

concerto nº 3
(assisti o curta na tv camara)

saber trabalhar com o silêncio é uma arte
até para perceber o que está acontecendo
o mundo tem muita paciência
assim precisamos aprender – com paciência
sem esquecer de fazer (atitude).

a força está NO útero.

a riqueza das nações gera a miséria do povo
assisti um programa na tv escola, sobre os velhos romanos
dizia que antes do império não havia grande diferença de recursos entre a população
a separação de classes se acentuou justamente com o aumento da riqueza!
cresceu a escravidão
e a miséria
dentro de uma sofisticada máquina de exploração e conquistas – que só conseguia se manter
promovendo cada vez mais escravidão e submissão de povos e terras…

não grande diferença do que vemos hoje
a imagem do bolo de delfim neto, que cresceria para depois ser dividido,
é uma grande ilusão
é justamente por nunca ser dividido de maneira igualitária que ele continua sempre a crescer
sem parar (e, assim, consumindo a natureza)
para o bem-estar do que costuma ser chamado de “elite” – os que se julgam donos do mundo.

veja o ensaio fotográfico de sebastião salgado: “o mundo da maioria” em: http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/

f.r.n. 24jul05

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Dica de arte

23 23UTC Julho 23UTC 2005 at 20:42 (Não classificado)

“visitei” hoje um interessante webmuseum. gostei muito. principalmente do pollock!
veja em:
http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/

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CONTAS DO AMANHÃ

23 23UTC Julho 23UTC 2005 at 20:39 (Não classificado)

Amanhã
é só amanhã

A pior coisa do mundo é não ter dinheiro

E quando ando pela rua – deste mundo
É tanto que me parece
que tudo tem um preço
Até as pessoas.

Os planetas tão longe
cobram para serem pisados.

Mas meu coração amargado
Não se deixa ser vendido…

Mas… coitado. Doar-se assim tão de graça pode doer um pouco.

às vezes

Esse mundo me parece exatóico.

f.r.n. 17.07.2005

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Cristina S. Queiroz

23 23UTC Julho 23UTC 2005 at 8:15 (Não classificado)

“O professor é importante, sim, mas não como portador de informações e
detentor do saber, e sim como educador e como tal, cúmplice, parceiro nesta
busca de novos rumos sendo aquele que não precisa entrar em aula, pois estará
nesta busca sempre, em todos os momentos.”

“O professor libertário (…) é aquele que educa para e pela vida. Que troca o seu saber, recebe o dos outros, alunos ou mestres, e leva para fora do contexto escolar. Ele educa no sentido de possibilitar o caminho e a busca pelo e através do conhecimento, e não para simplesmente, transmitir esse caminho.”

“Ao contrário do que muitos fazem crer, não existe uma fórmula, uma
receita, para se ensinar e para se aprender. A criança aprende porque se
interessa, caso contrário, só recebe informações e isso não dá garantia alguma de conhecimento.
Ela pode aprender a ler e escrever de diferentes maneiras, conforme a
pedagogia a qual está inserida, mas só se tornará uma boa leitora ou uma boa
escritora, se isto lhe interessar verdadeiramente e para isso, não precisa passar
oito, dez anos na escola. Vários pensadores ilustres nem sequer estudaram, pois
eram autodidatas.
Isto também não quer dizer que, a escola não seja necessária. Ela é, desde que seja mais um espaço para que o saber se desenvolva da maneira mais livre e autônoma possível, caso contrário, não haverá muita diferença entre escola e prisão.”

Na página 136 a autora atualiza um pensamento de Bakunin:
“A pessoa só é realmente livre, quando sua liberdade além de não acabar, aumenta a do outro.”

E completa:
“É preciso que os educadores percebam a importância de se procurar, dentro e fora dos espaços escolares, não o conteúdo a ser transmitido, mas o interesse de se ensinar algo que desperte a curiosidade de seus alunos. Às crianças, cabe o prazer da descoberta de algo novo, que não esteja necessariamente nos livros ou nas apostilas, que não tenha necessariamente respostas prontas e imediatas, mas que esteja no seu dia-a-dia, fazendo parte da sua vida.”

alguns trechos da tese UMA CRÍTICA ANARQUISTA AO CONSTRUTIVISMO de Cristina S. Queiroz. Omito a “crítica” contra o construtivismo (aliás, muito pertinente), mas destaco sua concepção inovadora de educação. Termino de ler na noite de 22.7.05.

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a promessa

16 16UTC Julho 16UTC 2005 at 21:17 (Não classificado)

tenho pouco a oferecer
apenas eu mesmo

grandes pecados
mas maior é o que eu tenho a oferecer

assisti um filme gostoso na tv: o homem da música com o hilário matt broderick

parece que precisamos de tão pouco
pra permitir que aconteça…

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